A artista visual Vilma Neres apresenta, na Casa do Benin, a exposição “Memórias à Deriva”, uma experiência visual e sonora que convida à ludicidade e à reflexão sobre o cotidiano, a força e a labuta dos povos das águas que vivem às margens da Baía de Kirimurê e do Rio Paraguaçu. A abertura acontece no dia 05 de dezembro, das 14h às 17h, com entrada gratuita. A mostra segue em cartaz até 20 de fevereiro de 2026.

Composta por 108 fotografias e objetos cênicos, a exposição reúne imagens produzidas entre 2007 e 2025, criando uma narrativa visual que atravessa ecossistemas costeiros, rios e comunidades tradicionais de pesca e quilombos. A proposta celebra a resiliência e a preservação de memórias ancoradas em territórios profundamente marcados pela relação sustentável entre pessoas e natureza.
“Concebida como um arquivo orgânico, esta instalação cenográfica rompe com o plano bidimensional da imagem, junta a materialidade do objeto com a espacialização do olhar, aciona a imaginação e o diálogo tátil com a narrativa visual. De modo não convencional, sem quadros e molduras, busco provocar uma imersão às realidades dos povos das águas, além de celebrar meus 21 anos de trajetória como fotógrafa”, destaca a artista e curadora, Vilma Neres.
Os cenários que compõem a mostra incluem as praias de Amaralina, Rio Vermelho, Farol da Barra, Coutos, Preguiça e Tubarão; a comunidade Gamboa de Baixo; a Feira de São Joaquim; a Ilha de Bom Jesus dos Passos; os quilombos de São Francisco do Paraguaçu e Santiago do Iguape, em Cachoeira; e a Ilha de Maré, nas regiões de Praia Grande e Ponta do Cavalo.
Além da mostra na Casa do Benin, “Memórias à Deriva” terá uma versão flutuante, realizada em cortejo com pescadores da Baía de Kirimurê. Em 31 de janeiro de 2026, cada barco navegará carregando uma fotografia impressa em formato de bandeira, saindo da Feira de São Joaquim em direção ao Farol da Barra.
A exposição será totalmente acessível, com tradução em Libras do texto de apresentação, audiodescrição das 108 fotografias via QR Code e visitas mediadas com intérprete de Libras.
O projeto foi contemplado pelo edital Territórios Criativos – Ano II, com recursos da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador e PNAB – Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. A iniciativa conta também com apoio cultural da Escola Municipal do Beirú, Ecotraty, Soteropreta, IRDEB/TVE/Educadora FM, Casa do Benin e SENAC/BA.
SOBRE A ARTISTA:
Vilma Neres (Ipirá, 1984) é artista visual, mestre em Relações Étnico-Raciais (Cefet/RJ) e fotógrafa com mais de 20 anos de atuação. Seu trabalho investiga ecossistemas costeiros e fluviais e as experiências de comunidades tradicionais, unindo poesia, documental e crítica social. Autora do livro A escrita com a luz das fotoescrevivências (2021), também pesquisa trajetórias de fotógrafas e fotógrafos negros contemporâneos.
Portfólio: linktr.ee/vilmaneres
SERVIÇO:
Exposição fotográfica “Memórias à Deriva” – Abertura
05/12/2025 (das 14h às 17h)
Casa do Benin — Rua Pe. Agostinho Gomes, 17, Pelourinho — Salvador
Gratuito, mediante inscrição: bit.ly/vernissagememoriasaderiva
Classificação: Livre
Período de visitação: 05/12/2025 a 20/02/2026
Visitação livre: 10h às 11h30 e 14h às 17h
Visitação com monitoria: 14h às 17h
Visita mediada com a autora e intérprete de Libras: data a definir via Instagram
instagram.com/memorias.a.deriva/


