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Exposição do Acervo da Laje reúne obras de 15 artistas na CAIXA Cultural Salvador

Mostra “Narrativas da Beleza” apresenta diferentes olhares sobre memória, natureza e cotidiano do Subúrbio Ferroviário; visitação gratuita começa em 5 de novembro

Foto: Mila Souza/SÉRIE SUBÚRBIOS 2026 A

A produção artística e a memória do Subúrbio Ferroviário de Salvador são o ponto de partida da exposição “Narrativas da Beleza”, que chega à CAIXA Cultural Salvador a partir de 4 de novembro. Realizada pelo Acervo da Laje, a mostra coletiva reúne trabalhos de 15 artistas e propõe um percurso por paisagens, saberes, histórias e expressões culturais do território.

A abertura acontece na quarta-feira (4), às 19h, na unidade da CAIXA Cultural localizada na Rua Carlos Gomes, no Centro. A visitação começa no dia seguinte, 5 de novembro, e segue até 17 de janeiro de 2027. A entrada é gratuita.

Com curadoria de José Eduardo Ferreira Santos e Vilma Santos e curadoria adjunta de Renata da Silva Cardoso, a exposição representa um novo momento na trajetória do Acervo da Laje. A proposta amplia o trabalho de preservação, pesquisa e catalogação desenvolvido pela instituição, colocando em evidência a produção artística vinculada ao próprio território.

Participam da mostra Ana D’boa, Ana Dévora, Bruno Costa, César Bahia, Daniele Rodrigues, Débora Santos, Ludimila Lima, Marco Illuminati, Marina Muniz, Mila Souza, Prentice, Roxinha Lisboa, Suelen Novais, Uiler Costa-Santos e Zé di Cabeça.

Exposição percorre quatro dimensões do Subúrbio Ferroviário

A mostra está organizada em quatro núcleos temáticos: “Subúrbio: memória e futuro”, “Natureza sagrada e em disputa”, “Mulheres do Subúrbio” e “Ex-votos e nossos sagrados”. Os espaços apresentam diferentes dimensões da relação entre território, memória e identidade.

O primeiro núcleo aborda as transformações e permanências do Subúrbio Ferroviário, com referências ao mar, às praias, à enseada, às antigas palafitas, à pesca, à mariscagem e à histórica linha férrea.

Em “Natureza sagrada e em disputa”, a fauna e a flora aparecem como elementos da produção artística, com referências às matas, plantas e águas da região, incluindo o Parque São Bartolomeu.

O terceiro núcleo destaca a participação das mulheres na construção cotidiana do território. Fotografias e obras de arte apresentam personagens que contribuíram para a formação e a vida social da região, valorizando seus fazeres, saberes e lutas.

O percurso termina com “Ex-votos e nossos sagrados”, dedicado a registros materiais relacionados à fé e às graças alcançadas.

Para José Eduardo Ferreira Santos, um dos fundadores do Acervo da Laje, a exposição parte da ideia de que “os encantos vão reger as nossas vidas”. Segundo ele, o trabalho foi construído a partir do assombro e do encantamento, com poéticas da fartura, e convida o público a conhecer outras narrativas sobre o Subúrbio.

Acervo da Laje valoriza memória e produção artística do território

Fundado em 2010 pelos educadores José Eduardo Ferreira Santos e Vilma Santos, no bairro de São João do Cabrito, o Acervo da Laje surgiu com a proposta de mapear e valorizar a produção estética do Subúrbio Ferroviário de Salvador.

O trabalho começou com pesquisas e aquisições realizadas com recursos próprios e se transformou em um complexo cultural que reúne obras de arte contemporânea, materiais bibliográficos e sonoros, além de objetos relacionados à memória local, como conchas, tijolos históricos e placas de ônibus.

Como museu-casa-escola, a instituição desenvolve atividades de formação, preservação da memória e produção de conhecimento a partir do território. Entre as iniciativas estão o Programa Acervinho e o Centro de Documentação Acervo da Laje (CEDOC), que abriga a Sala de Música Clementina de Jesus e a Hemeroteca Dona Coleta de Omulu.

O projeto também recebeu reconhecimentos como o Prêmio Brasil Criativo, do Ministério da Cultura, e o Prêmio Ponto de Memória, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Serviço

Exposição: “Narrativas da Beleza”, do Acervo da Laje

Local: CAIXA Cultural Salvador, Unidade Carlos Gomes, Rua Carlos Gomes, 57, Centro, Salvador.

Abertura: 4 de novembro de 2026, quarta-feira, às 19h.

Visitação: de 5 de novembro de 2026 a 17 de janeiro de 2027.

Horário: de terça-feira a domingo, das 9h às 18h.

Entrada: gratuita.

Classificação indicativa: livre.

Acessibilidade: espaço com acesso para pessoas com deficiência.

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal.

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