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Documentário sobre o Quilombo Cabula será lançado em Salvador com debate sobre memória e território

Foto: Divulgação

O documentário “Quilombo Cabula”, dirigido pelo cineasta Lúcio Lima, será lançado no próximo sábado, 14 de março, às 16h, em Salvador. A exibição ocorrerá na sede do Coletivo Bahia pela Paz, localizada no bairro de Pernambués, e será seguida de um bate-papo com integrantes da equipe e pesquisadores convidados, abrindo espaço para debate com o público sobre a história e a preservação da memória do território.

Com 29 minutos de duração, o filme apresenta a trajetória do Quilombo Cabula, formado no final do século XVIII, e destaca como essa experiência de resistência negra influenciou a formação histórica e cultural da capital baiana. A produção reúne depoimentos de pesquisadores, estudiosos e moradores da região, que ajudam a reconstruir memórias e revelar aspectos pouco conhecidos sobre a presença do quilombo na história da cidade.

O novo documentário dá continuidade à pesquisa audiovisual iniciada por Lúcio Lima em produções anteriores, como Retalhos – A Memória Viva de Saramandaia, lançado em 2015, e Pernambués – Quilombo Urbano, de 2020. As obras abordam histórias e vivências de comunidades periféricas de Salvador, explorando temas ligados à memória, identidade e ancestralidade negra.

A investigação que resultou em “Quilombo Cabula” ganhou força após o diretor participar do Encontro de Turismo de Base Comunitária da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), quando teve contato com pesquisas sobre o tema apresentadas pela professora Francisca de Paula. O documentário também dialoga com estudos desenvolvidos pelos pesquisadores Alfredo Matta e Luciana Martins, que participam da produção.

Filho da comunidade e atuando há mais de uma década no campo cultural, Lúcio Lima é cineasta, pesquisador e idealizador do Ponto de Cultura Art’Mandaia, iniciativa que promove atividades culturais e educativas em bairros periféricos da cidade. Recentemente, ele recebeu o Prêmio Periferia Viva, concedido pelo Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Periferias, em reconhecimento às ações culturais realizadas em comunidades populares.

Após o lançamento, o documentário ficará disponível no YouTube entre 16 e 30 de março de 2026 e também deverá circular em escolas da capital baiana, com sessões voltadas à comunidade escolar acompanhadas de conversas com estudantes e educadores sobre memória, território e história negra.

O projeto foi contemplado pelo edital Territórios Criativos – Ano II, com recursos da Fundação Gregório de Mattos, vinculada à Prefeitura de Salvador, além de financiamento da Política Nacional Aldir Blanc, do Ministério da Cultura.

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