
O documentário “Anti-heróis do Udigrudi Baiano”, dirigido por Henrique Dantas, foi o grande vencedor da Mostra Competitiva Baiana do XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema. O resultado foi anunciado na noite de terça-feira (1º), no Cine Glauber Rocha, marcando o encerramento do festival, realizado entre os dias 25 de março e 1º de abril, em Salvador e Cachoeira.
O longa foi premiado, segundo o júri oficial, “pela relevância ao abordar as referências de um cinema inventivo que nasce na Bahia e influencia o Brasil, e pela qualidade na condução dessa história”. Durante a cerimônia, o diretor fez um discurso emocionado, afirmando que o cinema “salvou sua vida” e celebrando a possibilidade de viver da própria arte.
Na mesma categoria, o prêmio de melhor curta-metragem ficou com “Bregueragem”, de Daniel Arcades. A obra foi reconhecida por apresentar um “microuniverso de personagens, histórias e paixões muito ricas”, destacando-se, ainda de acordo com o júri, “por exagerar sem medo de amar e, sobretudo, pela malemolência”.
Além do troféu do festival, os vencedores da Competitiva Baiana receberam premiação em dinheiro concedida pelo Instituto Flávia Abubakir, no valor de R$ 50 mil para o melhor longa e R$ 10 mil para o melhor curta.
Na Mostra Competitiva Nacional, o prêmio de melhor longa-metragem foi para “Uma baleia pode ser dilacerada como uma escola de samba”, dirigido por Felipe M. Bragança e Marina Meliande. O júri destacou a obra como “um mergulho barroco no mundo do carnaval”, utilizando a narrativa para construir uma metáfora sobre o desencanto social e cultural no Brasil. Já o melhor curta nacional foi “Irmã”, de Anderson Bardot.
Pelo segundo ano consecutivo, o Canal Brasil concedeu o Prêmio de Aquisição, no valor de R$ 15 mil, a um curta exibido no festival. O escolhido desta edição foi “Replikka”, dirigido por Piratá Waurá e Heloisa Passos.
Na Competitiva Internacional, os vencedores foram o longa “Aisha não pode voar”, de Morad Mostafa, e o curta “Porque hoje é sábado”, de Alice Eça Guimarães.
Os premiados nas principais categorias também receberam serviços oferecidos por empresas parceiras, além do troféu oficial do evento, criado por Luís Parras, inspirado na lente Igluscope, desenvolvida pelo cineasta baiano Roberto Pires.
Reprise dos filmes premiados
Os filmes vencedores voltam a ser exibidos entre os dias 3 e 5 de abril, no Cine Glauber Rocha, sempre às 19h20, com ingressos a preços reduzidos: R$ 18 (inteira) e R$ 9 (meia). Quem adquiriu passaporte para o festival poderá utilizá-lo nas sessões.
Na programação, “Aisha não pode voar” e “Porque hoje é sábado” serão exibidos na quinta-feira (3); “Uma baleia pode ser dilacerada como uma escola de samba” e “Irmã” no sábado (4); e “Anti-heróis do Udigrudi Baiano” e “Bregueragem” no domingo (5).
O festival contou com patrocínio do Instituto Flávia Abubakir e do Banco do Brasil, além de apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio do Fundo de Cultura, da Secretaria da Fazenda e da Secretaria de Cultura. Também apoiaram institucionalmente a Fundação Cultural do Estado da Bahia, a Diretoria de Audiovisual da Funceb (Dimas) e o Centro Cultural Banco do Brasil.
PREMIADOS DO XXI PANORAMA
JÚRI OFICIAL
Competitiva Nacional
Longa-metragem
- Melhor Filme: Uma Baleia pode ser dilacerada como uma escola de samba, de Felipe M. Bragança e Marina Meliande
- Melhor Direção: Lírio Ferreira e Karen Harley por Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley
- Melhor Roteiro: Felipe M. Bragança por Uma Baleia pode ser dilacerada como uma escola de samba, de Felipe M. Bragança e Marina Meliande
- Melhor Fotografia: Bernard Lessa e Safira Moreira por Cais, de Safira Moreira
- Melhor Atuação: Carla Ribas, Naruna Costa, Ariana Aparecida por Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar
- Melhor Montagem: Mair Tavares, Daniel Garcia, Karen Black e Lucílio Jota por Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley
- Melhor Direção de Arte: Elsa Romero e Joyce Castelo por Uma Baleia pode ser dilacerada como uma escola de samba, de Felipe M. Bragança e Marina Meliande
- Melhor Música: Maestro Ubiratan Marques Cais, de Safira Moreira
- Melhor Som: Julio Matos, Marco Sartori, Guile Martins e Augusta Gui por Até Onde A Vista Alcança, de Alice Villela e Hidalgo Romero
Curta-metragem
- Menção Honrosa: Destaque para o alto nível de todos os curtas-metragens da competição nacional
- Melhor Curta: Irmã, de Anderson Bardot
Competitiva Baiana
- Melhor Longa-metragem: Anti-heróis do Udigrudi Baiano, de Henrique Dantas
- Melhor Curta-metragem: Bregueragem, de Daniel Arcades
- Melhor Direção: Arlete Juruna e Wallace Nogueira por Xingu à margem, de Arlete Juruna e Wallace Nogueira
- Melhor Roteiro: Larissa Lacerda, por O que você é sai por todos os lados, de Larissa Lacerda
- Melhor Fotografia: Matheus da Rocha Pereira por Timidez, de Thiago Gomes Rosa e Susan Kalik
- Melhor Atuação: Flor de Maria, Iana Nascimento e Sabrina Bispo por A cor da Patroa, de Milena Anjos
- Melhor Montagem: Rafael Oliveira por Cachoeira, de Rayssa Coelho e Filipe Gama
- Melhor Direção de Arte: Fernanda Beling por Sopro, de Fernanda Beling
- Melhor Som: Eugênio Voser (Gegê) por Rambutan, de Erika Fromm
- Menção honrosa para a atuação do cachorro Maic em Maic não quer cruzar
Competitiva Internacional
- Melhor Longa: Aisha não pode voar, de Morad Mostafa (Egito / Sudão / Tunísia / Arábia Saudita / Catar / França / Alemanha)
- Melhor Curta: Porque hoje é sábado, de Alice Eça Guimarães (Portugal / França / Espanha)
JÚRI JOVEM
Competitiva Nacional
- Melhor Longa: Morte e Vida Madalena, de Guto Parente
- Melhor Curta: Quem se move, de Stephanie Ricci
Competitiva Baiana
- Melhor Longa: Timidez, de Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa
- Melhor Curta: Maic Não Quer Cruzar, de Henrique Filho
PRÊMIO CANAL BRASIL
- Melhor Curta: Replikka, de Piratá Waurá e Heloisa Passos
JÚRI DAS ASSOCIAÇÕES (APAN, APC, API, MULHERCINE, AUTORAIS, CONNE)
Competitiva Nacional
- Melhor Longa: Morte e Vida Madalena, de Guto Parente
- Melhor Curta: Caldeirão, de Oliveira Júnior, Weslley Oliveira e Milena Rocha
Competitiva Baiana
- Melhor Longa: Timidez, de Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa
- Menção Honrosa (longa): Carta para…, de Vânia Lima
- Melhor Curta: Maic Não Quer Cruzar, de Henrique Filho
PRÊMIO ATELIER RURAL (PanLab de Montagem)
O curta-metragem Corpus-água, com direção de Sidjonathas dos Santos Araújo e Montagem de Júlia da Costa.
PRÊMIO DE EXIBIÇÃO
Yellow Cake, de Tiago Melo, tem exibição garantida em pelo menos 60 salas de cinema.
PRÊMIO PARADISO MULTIPLICA (PanLab de Roteiro)
- Projeto de Longa: Conhecereis a Verdade…, de Natan Fox, com roteiro e
Natan Fox e Pedro Reinato - Projeto de Curta: Ouriço, direção e roteiro de Nina Neves



