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“Diversidade Cultural do Samba” celebra 51 anos do Bloco Alvorada com homenagem à ancestralidade negra

Foto: Fafá Araújo

O evento “Diversidade Cultural do Samba”, realizado no último domingo (11), na sede do Bloco Alvorada, na Ladeira da Independência, marcou a celebração dos 51 anos do primeiro bloco de samba do Carnaval da capital baiana. Com entrada gratuita, a atividade reuniu artistas, moradores e admiradores da cultura popular em um encontro que reafirmou o samba como expressão de resistência, memória e identidade negra.

A programação contou com a Roda de Samba do Alvorada, formada por integrantes da ala de canto do bloco — Romilson (Partido Popular), Valdélio França e Arnaldo Rafael — além das participações de Pagode do Thiago, Morango e Rogério Bambeia. O repertório valorizou composições autorais e clássicos do samba baiano, destacando a produção musical local e a tradição construída pelo Alvorada.

A comemoração simboliza a continuidade de um projeto coletivo que atravessa gerações. “Essa festa foi, acima de tudo, um reencontro. Ver a sede cheia, famílias inteiras, associados antigos e novos celebrando juntos mostra que o Alvorada continua sendo esse espaço de acolhimento e pertencimento. Aqui, as pessoas não vêm apenas para curtir o samba, elas vêm porque se reconhecem nessa história”, afirmou o presidente do Bloco Alvorada, Vadinho França.

Segundo ele, o significado de comemorar mais um aniversário mantendo os valores que deram origem à agremiação. “Celebrar 51 anos é celebrar a resistência. É provar que dá para atravessar gerações sem perder a essência, valorizando os artistas da terra, a nossa memória e a nossa ligação com o sagrado. O Alvorada segue sendo o mesmo: um bloco que nasce do povo, caminha com o povo e desfila para o povo”, concluiu.

O evento também marcou o lançamento simbólico do tema que o bloco levará para a avenida no Carnaval de 2026: “Nengua Guanguacese: 100 anos de mar, folha e fé”, em homenagem à sacerdotisa Olga Conceição Cruz, referência do Terreiro Bate Folha — o Manso Banduquenqué, primeiro terreiro de candomblé tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Homenagear Nengua Guanguacese é reconhecer o papel fundamental das mulheres negras na preservação da nossa cultura e da nossa espiritualidade. É um gesto de respeito ao Terreiro Bate Folha e a todas as comunidades que mantêm viva essa herança”, destacou.

A homenagem proposta pelo Alvorada se ancora em três elementos simbólicos — o mar, a folha e a fé — que dialogam com a trajetória da sacerdotisa e com a própria história do bloco. “Esses símbolos traduzem o que o Alvorada leva para a avenida: movimento, cuidado, cura e devoção. O desfile de 2026 será um verdadeiro rito de celebração”, acrescentou.

Foto: Fafá Araújo

No Carnaval de 2026, o Bloco Alvorada voltará a reunir grandes nomes do samba baiano em sua tradicional ala de canto, como Bira (Negros de Fé), Arnaldo Rafael, Romilson (Partido Popular), Marco Poca Olho, Valdélio França e Tiago Dantas (Representa), além das participações especiais de Marquinho Sensação, Renato da Rocinha, Rogério Bambeia e Roberto Mendes.

Pontos de venda

O Alvorada conta com mais um ponto de venda no Center Lapa – 2º piso, das 9h às 20h. Para curtir o melhor do samba, os associados já poderão garantir a fantasia para o próximo ano. O valor individual de (R$ 230) e a casadinha (R$ 430) pode ser parcelado em até 3x sem juros. A sede do bloco fica na Ladeira da Independência, nº 68 – sala 202, Gravatá, o funcionamento é das 9 às 17h, de segunda a sexta.

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