
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no trimestre encerrado em outubro de 2025, o menor índice desde o início da série histórica, em 2012. Com isso, a quantidade de pessoas desempregadas caiu para 5,9 milhões, outro recorde de baixa.
O desempenho positivo acompanha um salto no emprego formal: o número de trabalhadores com carteira assinada atingiu 39,182 milhões, também novo recorde. Além disso, o rendimento médio real habitual subiu para R$ 3.528, o valor mais alto desde o início da série da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O saldo positivo no mercado formal foi reforçado pelos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que indicou a criação de 85,1 mil vagas em outubro, resultado que coloca o Brasil no caminho de superar a marca de 1,35 milhão de postos com carteira assinada em 12 meses.
Para analistas, os números apontam para uma recuperação sustentada do mercado de trabalho, com mais formalização e aumento da renda, fatores que podem favorecer a retomada do consumo e reaquecer a economia, mesmo diante de desafios macroeconômicos.
Apesar disso, especialistas alertam que a estabilidade no emprego formal e o aumento de renda precisam ser acompanhados de políticas que combatam a informalidade, promovam oportunidades contínuas e garantam os direitos trabalhistas, para consolidar esses avanços de forma duradoura.


