As comunicadoras negras da Bahia divulgaram uma carta-manifesto em que reafirmam a importância da comunicação como ferramenta de denúncia, resistência e construção de novos imaginários sobre a população negra. O documento integra as mobilizações rumo à Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, marcada para 25 de novembro de 2025.

No texto, elas ressaltam que suas vozes são expressão de uma força ancestral e que a comunicação produzida pelas mulheres negras rompe com os estereótipos racistas reproduzidos pelas mídias hegemônicas. “Nossa voz é força ancestral e instrumento de construção de contra narrativas capazes de romper com estereótipos racistas sobre a população negra”, afirmam.
Entre as reivindicações, está o fortalecimento das mídias populares e comunitárias, além da proibição do repasse de verbas públicas para veículos que disseminem racismo, sexismo, lesbofobia e transfobia. O manifesto também defende a presença do povo negro e de suas expressões culturais nas telas, espaços de mídia e instituições, destacando a produção de comunicação, arte, cultura e educação em escolas, quilombos, zonas rurais, becos e esquinas.
A carta é também um chamado à mobilização coletiva. As comunicadoras conclamam organizações, coletivos, sindicatos, associações e redes de comunicadoras negras a estarem lado a lado na Marcha, que busca visibilidade e reparação histórica.
“Não há Bem Viver sem que sejamos donas de nossas próprias narrativas, dentro das nossas comunidades periféricas, ribeirinhas e quilombolas”, destaca o documento, reforçando a centralidade da comunicação negra para a construção de um futuro com justiça e equidade.
Confira a carta na íntegra aqui.


