Lamira Artes Cênicas apresenta quatro produções no Teatro Molière, em setembro, com sessões acessíveis, vivências e mediações

A companhia tocantinense Lamira Artes Cênicas chega a Salvador em setembro para celebrar 15 anos de trajetória com uma temporada especial no Teatro Molière, na Aliança Francesa. Ao longo do mês, o grupo apresenta quatro espetáculos que reúnem dança, teatro, palhaçaria e música: “Gibi”, “A Jornada de Kokoro”, “Luna de Miel” e “Sobre Si”.
Com realização do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), do Ministério da Cultura e do Governo Federal, por meio da Lei Rouanet, a temporada integra a circulação nacional comemorativa dos 15 anos da companhia. Criada em Palmas, no Tocantins, pelos artistas Carolina Galgane e João Vicente, a Lamira já passou por 128 cidades brasileiras e alcançou cerca de 71 mil espectadores.
A trajetória do grupo, que surgiu fora dos grandes centros de produção cultural do país, foi marcada pela pesquisa de diferentes linguagens cênicas e pelo incentivo à circulação. Entre os reconhecimentos recebidos estão o Prêmio Funarte Petrobras de Dança Klauss Vianna, em 2012, o Prêmio Funarte Myriam Munis, em 2014, e o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, em 2015, além de premiações e programas de circulação e manutenção realizados nos anos seguintes.
Para João Vicente, diretor artístico da Lamira, a circulação faz parte da própria identidade da companhia. “Chegar a Salvador tem um significado especial porque a cidade possui uma identidade artística muito forte e este será um encontro que também nos provoca e nos transforma”, afirma.
A programação começa com Gibi, voltado especialmente ao público infantil. A montagem transforma o universo das histórias em quadrinhos em matéria-prima para uma experiência que combina dança, palhaçaria e música. Em cena, quatro palhaços descobrem o mundo da imaginação a partir das páginas de um grande gibi, em uma proposta que busca dialogar também com o público adulto.
Na semana seguinte, será apresentado “A Jornada de Kokoro”, espetáculo que aproxima dança e teatro de bonecos em uma narrativa sobre transformação e autoconhecimento. A história acompanha um boneco que precisa iniciar uma jornada de cura e sabedoria depois de retirar o próprio coração aflito. A montagem utiliza corpo, objetos e imagens para construir a narrativa sem depender exclusivamente da palavra.
Já “Luna de Miel” acompanha um casal de palhaços durante a lua de mel e utiliza o humor para abordar questões relacionadas ao amor, ao cotidiano e à vida a dois.
Encerrando a temporada, “Sobre Si” investiga o corpo como instrumento de comunicação e criação artística. A montagem coloca em cena uma jovem e uma idosa para abordar temas como ancestralidade, maternidade e passagem do tempo, propondo uma reflexão sobre os ciclos da vida a partir da perspectiva feminina.
“Esses 15 anos também são 15 anos de perguntas. Cada um de nossos espetáculos tenta descobrir uma nova maneira de conversar com o público e criar condições para que as pessoas possam experimentar, perguntar, perceber e se reconhecer. É nesse ponto que a arte ganha outra dimensão”, destaca Carolina Galgane, diretora geral da companhia.
Acessibilidade e aproximação com o público
A temporada também contará com recursos de acessibilidade. Algumas sessões terão Libras e audiodescrição, ampliando o acesso das pessoas com deficiência auditiva e visual às produções.
A iniciativa integra uma proposta mais ampla da companhia de pensar a acessibilidade como parte da experiência artística, e não apenas como um recurso complementar à apresentação. “A acessibilidade amplia o público, mas também amplia a própria obra, porque nos leva a refletir sobre outras formas de comunicação e inclusão”, afirma Carolina.
Além das apresentações, o público poderá participar de vivências relacionadas aos processos de criação e aos temas abordados pelos espetáculos. Algumas atividades serão seguidas de mediação conduzida pelo crítico de dança Henrique Rochelle, aproximando artistas e espectadores e estimulando a troca após as apresentações.
“Uma apresentação termina quando as luzes se apagam, mas a experiência com as vivências vai além. Ela nos permite compartilhar um pouco do nosso processo criativo e ouvir quem está do outro lado, como espectador”, explica João Vicente.
Programação em setembro
A temporada começa com “Gibi”, entre os dias 4 e 6 de setembro. A sessão do dia 5, às 16h, contará com Libras e audiodescrição. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
A “Jornada de Kokoro” será apresentada entre 11 e 13 de setembro. No dia 12, às 15h30, haverá vivência seguida do espetáculo e de mediação. Os ingressos também custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
“Luna de Miel” ocupa o Teatro Molière entre 17 e 20 de setembro. A apresentação do dia 19, às 18h, terá Libras e audiodescrição.
Por fim, “Sobre Si” será apresentado de 24 a 27 de setembro. No dia 26, às 17h30, o público poderá participar de uma vivência antes do espetáculo e da mediação. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
Serviço
Temporada 15 anos Lamira
Local: Teatro Molière, Aliança Francesa, Salvador
Gibi
4 de setembro, às 10h
5 de setembro, às 11h e 16h
6 de setembro, às 11h
5 de setembro, às 16h: sessão com Libras e audiodescrição
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
A Jornada de Kokoro
11 de setembro, às 10h
12 de setembro, às 11h e 16h
13 de setembro, às 11h
12 de setembro, às 15h30: vivência, seguida do espetáculo e da mediação
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Luna de Miel
17 de setembro, às 20h
18 de setembro, às 20h
19 de setembro, às 18h
20 de setembro, às 18h
19 de setembro, às 18h: sessão com Libras e audiodescrição
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Sobre Si
24 de setembro, às 20h
25 de setembro, às 20h
26 de setembro, às 18h
27 de setembro, às 18h
26 de setembro, às 17h30: vivência, seguida do espetáculo e da mediação
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)


