Em 2023, a Bahia realizou 564 transplantes
Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) apontou que, ao serem questionadas, quase metade das famílias recusam fazer doações de órgãos dos parentes que faleceram. As informações são do jornal A Tarde.
Segundo o levantamento, a negativa correspondeu a 46% de todas as famílias entrevistadas. Apesar da média, em alguns estados o índice de recusa familiar é ainda maior. Na Bahia, por exemplo, das 484 entrevistas realizadas, houve recusa em 376. O número representa a pouco mais de 77% dos questionados.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2023, a Bahia realizou 564 transplantes, menos do que Santa Catarina, por exemplo, que tem pouco mais da metade dos habitantes.
Hoje, 66.273 mil pessoas estão na lista de espera por transplantes. Os índices elevados de recusa familiar são um dos principais desafios para o crescimento da fila no país.
Em 2022, segundo o levantamento feito pela ABTO, das 13.195 notificações de potenciais doadores, 3.528 foram doadores efetivos. Além da recusa da família, outros fatores podem impedir a doação como contraindicação médica.



