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Casos de dengue na Bahia despencam 86% em 2025; óbitos caem 92%

Balanço da Secretaria da Saúde do Estado revela queda expressiva também nos números de chikungunya e zika, resultado de investimentos e ações conjuntas com os municípios.

Foto: Matheus Pereira

A Bahia encerrou o ano de 2025 com uma expressiva redução nos casos de arboviroses, com destaque para a dengue, que registrou uma queda de 86% no número de casos prováveis em comparação com o ano anterior. De acordo com o balanço da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), foram notificadas 32.715 ocorrências em 2025, contra 232.645 em 2024.

O cenário positivo se estendeu à chikungunya, que teve uma redução de 84,7% (de 16.757 para 2.562 casos), e à zika, com queda de 74,4% (de 1.192 para 305 casos). Um dos dados mais significativos foi a diminuição drástica no número de mortes por dengue: foram 14 óbitos confirmados em 2025, uma redução de 92,3% em relação às 182 mortes registradas em 2024. Além disso, o número de municípios em situação de epidemia foi zerado no último ano.

Para alcançar esses resultados, o Governo do Estado investiu cerca de R$ 32 milhões em parceria com os municípios. As ações incluíram a aquisição de equipamentos, veículos para aplicação de fumacê, kits para agentes de endemias, insumos estratégicos e campanhas educativas.

A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, aponta a importância da atuação conjunta entre os governos federal, estadual e municipal para conter as arboviroses. “O Governo do Estado se colocou à disposição para apoiar todos os municípios. É preciso agora que cada ente continue fazendo a sua parte. As prefeituras devem garantir as ações na atenção primária, assegurar a limpeza urbana para eliminar criadouros e mobilizar a sociedade”, afirma.

Apesar da melhora nos indicadores, o alerta para a prevenção continua. A diretora de Vigilância Epidemiológica do Estado, Márcia São Pedro, reforça que a colaboração da população é essencial para manter os números baixos.

“É essencial eliminar possíveis criadouros como vasos de plantas e garrafas com presença de água parada, onde os mosquitos Aedes aegypti se proliferam”, afirmou. Márcia ainda destaca que há disponibilidade de vacinas para adolescentes de 10 a 14 anos.

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