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Carnaval 2026: com acessibilidade e alegria, universitária com deficiência visual celebra a folia em Salvador e incentiva a participação de PCDs

O Carnaval de Salvador tem arrastado multidões no circuito Osmar, mais conhecido como Campo Grande. A folia baiana reúne diferentes públicos e aposta na acessibilidade para pessoas com deficiência não ficarem de fora da festa, neste sábado (14).

Foto: Bruna Rocha

O portal Umbu conversou com Cristiane de Jesus, de 49 anos, aluna de Psicologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ela conta que não perde uma edição da festa e afirma que a deficiência visual não é um limitador para curtir o Carnaval.

“O Carnaval é energia. Quem gosta, gosta mesmo, e quem não gosta passa a gostar quando começa a vivenciar. Aproveitem, se divirtam, caiam na folia. No Pelô, no Campo Grande, na Barra… onde você achar melhor. O importante é se divertir. Esse é o meu conselho para todas as pessoas com deficiência e também para a terceira idade. Tem espaço para todos, nós também fazemos parte dessa cultura”, afirmou a foliã.

Questionada sobre como tem funcionado o trânsito no meio da folia, Cris, como prefere ser chamada, argumentou que foi “tranquilo para transitar, passei pelos portais normalmente e não faz medo algum”.

A moradora do bairro de 7 de abril, conta que curtiu a folia nesta sexta-feira (13) no circuito Barra-Ondina e neste sábado irá aproveitar mais um bloco e quem sabe, ir na pipoca do BaianaSystem.

Camarotes acessíveis:

Durante esta edição do Carnaval de Salvador, a prefeitura de Salvador, sob gestão de Bruno Reis (União Brasil) oferece Camarotes Acessíveis e pontos de apoio para o público PCD (pessoas com deficiência) e idosos (60+), com estrutura no circuito Osmar (Campo Grande). O acesso é gratuito, mas limitado a cerca de 500 pessoas por dia. O espaço conta ainda com área sensorial e com a primeira brinquedoteca PCD do país.

O cadastro para as vagas nos camarotes acessíveis é realizado pela Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre). Segundo o secretário da pasta, Júnior Magalhães, o camarote busca ampliar a participação de grupos historicamente excluídos das grandes festas populares.

“Os Camarotes Acessíveis são um projeto gratuito, pensado para acolher a população, garantindo inclusão, acessibilidade e igualdade de direitos. A iniciativa reforça o compromisso de permitir que pessoas com deficiência e idosos vivenciem plenamente essa manifestação cultural, com segurança, respeito e alegria”, afirmou em coletiva de imprensa.

Os camarotes contam com audiodescrição, intérpretes de Libras e auxiliares de mobilidade capacitados para prestar suporte aos foliões. Os horários de funcionamento variam conforme a programação dos desfiles.

Vanderleia de Jesus, 52 anos, é uma das pessoas que estão curtindo o carnaval soteropolitano via camarote acessível.

Ao Portal Umbu ela destacou a importância do equipamento e a segurança que tem sentido.

“Resolvi vir porque passaram a segurança, onde fizeram o camarote do governo para deficientes visual. E eu bati meu carro, perdi a visão e aí eu me senti confiante porque o segurança, os polícias atrás da gente, bombeiro leva de volta pra lá. Então pra mim tá sendo toda segurança, então tá me dando confiança pra sair na escuridão”, contou a foliã.

Vanderleia ainda deixou uma mensagem de incentivo às pessoas com deficiência que tem medo de vim para o carnaval.

“Gente, venha, porque a segurança tá 10, maravilha! Maravilha!”.

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