Homenageando o sambista Bezerra da Silva, o cantor Igor Kannário arrastou uma legião de fãs ao som de clássicos do pagode baiano nesta segunda-feira (16), no Circuito Osmar, no bairro do Campo Grande, em Salvador.

Ailla Oliveira, 29 anos, mora em São Paulo há três anos e voltou ao solo baiano neste ano já decidida a curtir a tradicional pipoca do Kannário.
“Eu vim para Salvador durante o Ano-Novo e decidi prolongar minha estadia para curtir o Carnaval, porque já fazia um tempo que eu não aproveitava a festa. Sou uma grande admiradora do pagode baiano, principalmente do Kannário, desde a época da ‘Bronca’. Acho a trajetória dele com a banda muito marcante de se vivenciar. E como é uma das maiores pipocas do Carnaval de Salvador, fiz questão de me resguardar nos outros dias para curtir hoje”, contou a ex-moradora do bairro de Tancredo Neves.
Questionada sobre a fama de confusões no bloco, Ailla destacou que situações isoladas não definem a experiência do público.
“Como em qualquer outro trio, existem pessoas que vão para se divertir e outras com intenções diferentes. Mas escolhendo bem o local para ficar e evitando o meio da muvuca, dá para curtir tranquilamente. As brigas existem, sim, mas não impedem que a festa seja boa nem resumem a energia da pipoca”, afirmou.
Ailla também contou que um dos momentos mais marcantes foi quando o cantor entoou um de seus sucessos mais conhecidos.
“Me acabei quando ele cantou ‘Kannário tá chegando, chegando e embrazando’”, disse, entre risos.


