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Portal UMBU

Carnaval 2026: circuito Osmar vira passarela para foliões ousarem nas fantasias

Ao som de tambores e trios elétricos, foliões soltaram a criatividade e desfilaram fantasias que iam de oncinha à boneca Emília, do Sítio do Picapau Amarelo, para viver o Carnaval no circuito Osmar, no Campo Grande, neste sábado (14), em Salvador.

Foto: Bruna Rocha

Em entrevista ao Portal Umbu, Ingrid Victoria, de 17 anos, contou que, além de ser trancista e designer de cílios, veio para a folia soteropolitana também para garantir uma renda extra para e está trabalhando como ambulante, mas sem abrir mão do estilo.

Fantasiada de oncinha e em clima bem humorado, Ingrid explicou como pensou o visual deste ano.

“Eu venho vendo vídeos desde o ano passado e salvando referências. Aí, este ano, decidi vir”, contou.

Ela também destacou que não gastou muito para montar a fantasia. “O body é da minha tia, a gravatinha é da minha mãe. Eu tinha que vir trabalhar produzida. Tinha que vir trabalhar bonita”, sorriu a jovem.

Quem também curtiu a folia com propósito e estilo foi Daiane Carvalho, moradora do bairro da Boca do Rio, que decidiu vir fantasiada ao lado da filha, Samanta Carvalho, de Boneca Emília.

“O que me motivou a vir com essa fantasia foi a minha filha. Ela é uma criança atípica e, durante muito tempo, as pessoas olhavam para ela e achavam que não falava. Eu sempre a incentivei a se expressar, e a boneca Emília representa isso. Hoje ela fala até demais, brinca, e o Carnaval também é um espaço para ela se desenvolver e se divertir”, concluiu.

Samanta é cantora mirim e já se apresentou com destaque em diversos shows na capital. Em julho de 2025, foi a criança que cantou ao lado da cantora Simone Mendes durante uma apresentação de forró.
“Estou aqui fantasiada de Emília com minha filha para mostrar que não podemos deixar as crianças atípicas apenas em casa”, completou.

Quando a fantasia vira crítica social:

Foto: Bruna Rocha

Para o porteiro Francisco Reis, 36 anos, o carnaval no circuito Osmar se tornou uma oportunidade de criticar o sistema político brasileiro.

Fantasiado de sheik árabe, ele reflete sobre como tem si preocupado com a aponsetadoria e os contantes rombos políticos que o Brasil tem passado.

“Tem inss, tem master, então essa fantasia é uma crítica ao que estamos passando no momento. É tudo que acontece lá em Brasília me afeta aqui embaixo, eu sou porteiro, recebo um salário mínimo então o carnaval tbm se tornou esse lugar para mim. Então foi essa forma que eu encontrei de criticar sem dar nomes e promover uma reflexão sobre o que me afeta”.

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