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Carnaval 2026: Ambulantes do Circuito Osmar avaliam vendas deste ano e projetam expectativas para festa mais longa em 2027

Tainá Lima (à direita) compartilhou suas impressões sobre o movimento nos dias de folia | Foto: Bruna Rocha

Entre clássicos da música baiana, fantasias coloridas e muitos sorrisos, parte do público que ocupa a festa também depende dela para garantir uma renda extra. Com isso, vendedores ambulantes relatam que as vendas ficaram abaixo do esperado no Carnaval de 2026.

Tainá Lima, 26 anos, que atua como ambulante no Circuito Osmar, nas proximidades da Praça da Piedade, afirma que o movimento foi irregular ao longo dos dias. “O movimento está mais ou menos. Muitas pessoas estão trazendo cooler, e ainda tem a concorrência entre ambulantes que vendem abaixo do preço da tabela repassada pela distribuidora. Cada um tem sua mercadoria, claro, mas quando alguém vende mais barato, fica difícil competir, porque o público sempre procura o menor preço”, explicou.

Apesar das dificuldades, Tainá avalia que a visibilidade do circuito melhorou em relação ao ano anterior. “Esse ano a avenida teve um pouco mais de visibilidade. Mesmo com o Carnaval terminando mais cedo aqui, durante o dia o movimento foi maior”, disse.

Em contrapartida, Claudia Regina, 48, que trabalha no fim do circuito, próximo à região da Carlos Gomes, compartilha de uma outra percepção e afirmou que houve queda no fluxo, o que impactou diretamente as vendas. “O Carnaval do centro mudou muito. Antes tinha mais trio passando e a gente vendia bem. Hoje, em alguns dias, mal vendemos duas ou três caixas de cerveja. O movimento melhora só quando blocos tradicionais passam. No restante do tempo, as vendas são poucas. A gente está sobrevivendo com o básico”, relatou.

Para muitos trabalhadores informais, fortalecer as atrações no Campo Grande é visto como caminho para atrair mais público e movimentar a economia local. É o caso da baleira Elane Cristina, 39, que vende na festa há mais de cinco anos, que também destacou a redução no ritmo das vendas. “Esse ano achei as vendas mais fracas. O maior fluxo ficou concentrado na Barra, e os trios passaram mais rápido, sem parar nas entradas dos becos, o que diminui a chance de venda”, afirmou.

Sobre a ampliação dos dias de folia no próximo ano, os ambulantes demonstram expectativa positiva, embora ressaltem que mudanças estruturais no circuito seriam fundamentais para melhorar o faturamento. “Mais dias podem ajudar, sim. Mas o ideal seria fortalecer novamente o Carnaval no centro, como era antes”, concluiu Elane.

E Claudia Regina concorda: “Precisamos do Carnaval do centro novamente. Não adianta nos manter trabalhando aqui e retirar as atrações. Isso não existe. Não queremos mais dias de festa, queremos o Carnaval das antigas”.

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