
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados realiza, na próxima terça-feira (11), uma audiência pública para discutir a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da endometriose. O debate acontece às 16h, no plenário 14, e reunirá especialistas para abordar os impactos da doença na saúde e na qualidade de vida das mulheres. As informações são da Agência Câmara de Notícias.
A audiência foi solicitada pela deputada Rosana Valle (PL-SP) e tem como objetivo ampliar a conscientização sobre a enfermidade, além de discutir estratégias para fortalecer o diagnóstico precoce e ampliar o acesso ao tratamento.
A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pelo crescimento de um tecido semelhante ao endométrio, que reveste o interior do útero, em outras regiões do corpo, como ovários, trompas, intestino e bexiga.
Entre os principais sintomas estão cólicas menstruais intensas, dor pélvica crônica, dor durante as relações sexuais, alterações intestinais e urinárias, aumento do fluxo menstrual e dificuldade para engravidar. De acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico costuma ser realizado por meio de avaliação clínica, exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética, e, em alguns casos, por laparoscopia.
O tratamento varia conforme a gravidade da doença e pode incluir medicamentos para controle da dor, terapias hormonais e, em situações específicas, cirurgia. Como se trata de uma condição crônica, o acompanhamento médico contínuo é considerado fundamental.
Subdiagnóstico ainda é um desafio
Segundo a deputada Rosana Valle, um dos principais problemas enfrentados pelas pacientes é o subdiagnóstico e a demora para o reconhecimento da doença. Ela afirma que os sintomas frequentemente são minimizados ou atribuídos a outras condições, o que pode atrasar o início do tratamento.
Para a parlamentar, a endometriose pode comprometer significativamente a rotina das mulheres, afetando a capacidade de trabalho, a vida sexual e os planos reprodutivos.
“Discutir a doença no âmbito do Parlamento significa contribuir para a disseminação de informações corretas, para o combate à normalização da dor feminina, para a valorização do diagnóstico precoce e para o fortalecimento de políticas voltadas ao cuidado integral das mulheres”, destacou a deputada.
A expectativa é que a audiência pública contribua para ampliar o debate sobre a doença e para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à saúde da mulher, com foco na redução do tempo de diagnóstico e na ampliação do acesso ao tratamento adequado.


