
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 70 anos, sofreu uma queda na madrugada desta terça-feira (6) dentro da cela onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, e bateu a cabeça em um móvel, conforme relato divulgado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em redes sociais. Segundo ela, o episódio ocorreu enquanto ele dormia, depois de ter passado pelo que ela chamou de “crise”.
Michelle afirmou que Bolsonaro só recebeu atendimento médico horas depois, quando o quarto foi aberto para a visita agendada nesta manhã, por volta das 9h. “Meu amor não está bem”, escreveu ela, acrescentando que aguardava esclarecimentos sobre os primeiros socorros prestados pela equipe de plantão e que estava com um médico aguardando o delegado para obter detalhes.
O cirurgião Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento de saúde de Bolsonaro, confirmou que o ex-presidente sofreu um traumatismo craniano leve em decorrência da queda. O quadro, de acordo com avaliações iniciais, é considerado de baixa gravidade, mas exige observação clínica pelos profissionais de saúde. Ainda não há informações sobre a necessidade de realização imediata de exames complementares, como tomografia computadorizada.
O incidente ocorre poucos dias depois de Bolsonaro ter recebido alta hospitalar no fim de dezembro, após cirurgia para correção de hérnia e procedimentos relacionados a soluços persistentes, e de ter retornado à custódia da PF em 1º de janeiro. Ele cumpre uma pena de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou um boletim oficial sobre o estado de saúde do ex-presidente nem se haverá transferência hospitalar. A defesa de Bolsonaro poderá buscar autorização judicial para hospitalização ou prisão domiciliar, pedidos que já haviam sido objeto de análises anteriores, mas ainda não houve manifestação pública definitiva das autoridades competentes.
O episódio provocou reações entre aliados e opositores, com pedidos de observação redobrada das condições de custódia e apelos por atenção à saúde de Bolsonaro enquanto ele permanece sob supervisão da Polícia Federal em Brasília.


