
Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil estão em queda, tanto em tendências de curto quanto de longo prazo, é o que conclui o boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (8). A análise, que abrange a Semana Epidemiológica 53, indica que a maioria dos estados e capitais não apresenta níveis de incidência que representem alerta ou risco elevado.
Segundo os dados, nas últimas oito semanas foram observados padrões típicos de maior impacto nos extremos das faixas etárias: a incidência de SRAG é mais alta entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade está concentrada principalmente entre idosos.
O relatório também destaca a circulação de outros vírus respiratórios no país. Entre as infecções observadas, o rinovírus e o metapneumovírus têm contribuído para o impacto dos casos de síndrome respiratória, especialmente em crianças.
Ao longo de 2025, foram registrados 13.678 óbitos por SRAG no Brasil. Desse total, 6.889 (50,4%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 5.524 (40,4%) testaram negativo e 222 (1,6%) aguardavam resultado de exame.
Entre os óbitos com resultado positivo, a distribuição por agente foi liderada por influenza A (47,8%), seguida por Sars-CoV-2 (Covid-19) (24,7%), rinovírus (14,9%), vírus sincicial respiratório (10,8%) e influenza B (1,8%).


