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Bienal do Livro Bahia destaca protagonismo feminino na literatura contemporânea

Andréa del Fuego, Luciany Aparecida, Aline Bei e Socorro Acioli | Fotos: Divulgação

A Bienal do Livro Bahia 2026, que será realizada entre os dias 15 e 21 de abril, no Centro de Convenções Salvador, terá como um de seus eixos centrais o protagonismo feminino na literatura brasileira. A programação reúne autoras de diferentes gerações e estilos, com obras que abordam temas como ancestralidade, racismo, feminismo, memória e pertencimento.

Entre os principais nomes confirmados está a escritora Socorro Acioli, que participa no dia 18 de abril de uma mesa comemorativa pelos 40 anos da editora Companhia das Letras. Reconhecida por obras como A cabeça do santo, a autora construiu uma trajetória marcada pelo diálogo entre o realismo fantástico e a cultura nordestina, conquistando leitores dentro e fora do país.

A programação também inclui a mesa “Evocar memórias, recriar mundos”, no dia 19, com as escritoras Aline Bei e Andréa del Fuego. As duas autoras se destacam na ficção contemporânea por explorar temas ligados às experiências femininas e às relações humanas, transitando entre diferentes linguagens narrativas.

Outro destaque é a participação da baiana Luciany Aparecida, que integra, no dia 21, o debate “A trama e o tempo: horizontes da literatura brasileira”. Autora do romance Mata Doce, premiado e recentemente incluído em processos seletivos acadêmicos, Luciany aborda em sua obra questões como memória, território e violência, com forte vínculo com a realidade baiana.

Além de nomes de projeção nacional, a Bienal abre espaço para escritoras baianas que têm ganhado relevância no cenário literário. A professora e pesquisadora Bárbara Carine participa de um debate sobre políticas de incentivo à leitura, enquanto a intelectual Carla Akotirene integra uma mesa sobre afeto e resiliência nas relações, levando discussões sobre interseccionalidade, racismo e gênero.

A programação também contempla novas vozes e expressões literárias, como a poeta NegaFyah, que participa de um sarau, e Ryane Leão, autora que ganhou projeção nas redes sociais e nos slams. Já a escritora Regina Luz leva à Bienal obras voltadas ao público infantil, com foco em temas como identidade, ancestralidade e combate ao racismo.

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