Famílias convocadas pela prefeitura de Salvador devem comparecer ao Cras mais próximo para evitar cancelamento do benefício; medida atinge 940 famílias identificadas com descumprimento de condicionalidade

Foto: Bruno Concha/Secom/PMS
Beneficiários do programa Bolsa Família em Salvador que estão com o pagamento suspenso devido à baixa frequência escolar de crianças ou jovens devem regularizar a situação até o final de junho. A convocação foi feita pela Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), que orienta os responsáveis a comparecerem ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) mais próximo para evitar o cancelamento definitivo do auxílio.
A manutenção do benefício está condicionada ao cumprimento de metas de presença escolar: crianças de 4 e 5 anos devem registrar frequência mínima de 60%, enquanto estudantes de 6 a 18 anos incompletos precisam atingir ao menos 75%. O monitoramento é realizado bimestralmente e os dados são consolidados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
Para realizar a regularização, o responsável familiar deve apresentar RG, CPF e o atestado de frequência escolar atualizado do estudante em um dos 28 Cras do município. A sede do Cadastro Único (CadÚnico), no Comércio, não realizará este tipo de atendimento.
“É necessário que busquem o serviço nas áreas de abrangência dos 28 Cras do município para não terem o Bolsa Família cancelado. Afinal, manter os filhos na escola é uma forma de fortalecer o direito à educação e contribuir para o rompimento do ciclo da pobreza”, ressaltou o titular da Sempre, Júnior Magalhães.
O secretário reforçou que o alerta é direcionado exclusivamente para quem já está com o benefício suspenso por excesso de faltas escolares. “Estamos realizando esse alerta à população, inclusive com o envio de SMS para 940 famílias identificadas com o benefício suspenso pelo não cumprimento da condicionalidade em educação, sobre a necessidade de justificar o motivo junto aos Cras e realizar o acompanhamento familiar”, acrescentou Magalhães.


