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Banjo Novo leva samba de raiz e alegria às ruas do Santo Antônio Além do Carmo em edição do ‘Banjo de Rua’

Foto: Reprodução/Instagram/@banjo_novo/@erifotografo/@sobralmedia

Movimento cultural que resgata a tradição do samba de raiz na capital baiana, o projeto Banjo Novo levou samba de excelência nesta sexta-feira (17), às 19h, para milhares de baianos, turistas e personalidades da cultura musical brasileira, de forma gratuita, no coreto central do Santo Antônio Além do Carmo.

Idealizado pelos produtores culturais baianos Samora Lopes e Igor Reis, o evento contou com apresentações do cantor carioca Délcio Luiz, Caboco Santos e Jonilson Pantera, que fizeram a multidão presente nos becos e vielas do Centro Histórico de Salvador ir ao delírio, cantando músicas que celebram a resistência desse ritmo — escolhido como tema do Carnaval 2026 — e que colocou todos para sambar e se emocionar em mais uma edição do Banjo de Rua. A ação foi marcada pelo protagonismo do samba como fomentador de transformação econômica nos mais diversos bairros de Salvador.

“É uma ideia sensacional, no sentido de unir a ancestralidade e a tradição do movimento do samba. É um momento de festejar, de trazer alegria de forma gratuita para todos nós. Eu achei incrível esse formato de evento. É chamar toda a cidade de Salvador para este local tão importante que é o Santo Antônio Além do Carmo, para celebrar a cultura do samba”, vibrou Andressa de Oliveira, maquiadora profissional em Salvador.

De acordo com Samora Lopes, a ação nasce com o propósito de devolver o samba ao seu território natural: a rua. E devolveu não só o samba, mas também a vida às ruas, mobilizando centenas de empreendedores de diversos segmentos. A edição desta sexta-feira promoveu e divulgou o trabalho de comerciantes locais, com uma variedade de produtos vendidos para quem curtia o som do Banjo de Rua durante toda a programação, que se estendeu até as 22h. Barracas com comidas típicas da Bahia e bebidas estilizadas — já conhecidas pelos “banjeiros” — tomaram as ruas e vielas do Santo Antônio Além do Carmo, oferecendo comodidade e conforto a quem não queria parar de dançar um só minuto.

“O Banjo de Rua é a celebração de toda a nossa cultura. É a nossa raiz. O samba que nasceu na Bahia e emanou para o Brasil e para o mundo”, ressaltou Laerte Oliveira, designer gráfico em Salvador.

O Banjo Novo conquistou um público fiel e crescente. O evento, que começou em uma laje no bairro de Trobogy e é um projeto itinerante, já soma quase 30 edições, reunindo centenas de pessoas em encontros que costumam acontecer às sextas-feiras, marcados pelo uso obrigatório de roupas brancas, em respeito à tradição soteropolitana. Os músicos se apresentam sentados em uma mesa, enquanto o público samba ao redor até a vela palito nº 8 se apagar — o que leva, em média, quatro horas.

“O projeto Banjo Novo representa a inovação dentro do samba em Salvador. Ele tem características clássicas aliadas à modernidade. É mais um espaço excelente para quem curte samba de qualidade na capital baiana”, destacou Caruso Costa, administrador de empresas especializado em marketing e políticas públicas e chefe de gabinete da Fundação Pedro Calmon (FPC).

Para os “banjeiros” de plantão, a próxima edição do Banjo Novo será no dia 7 de novembro, às 19h, no Cerimonial Casa Pia de São Joaquim, localizado no bairro da Calçada, em Salvador — com ingressos já esgotados.

Texto por: Patrícia Bernardes Sousa – jornalista, redatora, colunista, mobilizadora de projetos de impacto social em educação, letramento e cultura identitária, e repórter colaboradora do Portal Umbu.

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