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Banda Natiruts cobra rombo de R$ 1 milhão em pagamentos da gravadora Sony Music

Banda realizou auditoria nas contas e identificou discrepâncias nos pagamentos

Foto: Thais Mallon / Divulgação

A Banda Natiruts está cobrando uma justificativa da gravadora Sony Music, isso porque, segundo o grupo, a empresa não pagou R$ 1 milhão nos pagamentos de royalties. A medida ainda está em fase extrajudicial, a banda notificou a gravadora após identificar discrepâncias em uma auditoria realizada nos demonstrativos de pagamentos e nos contratos fechados com a gravadora.

Hoje, o grupo é composto por Alexandre Carlo e Luís Maurício. Dentre os pontos destacados, está a ausência de pagamento por faixas ou álbuns inteiros, diferenças nos percentuais pagos para os acordados contratualmente, e até descontos pela “confecção de capas” de CD e DVD, o que não tem custo nas plataformas de streaming.

A situação já aconteceu com outros artistas e gravadoras, incluindo a Sony, mas também a Warner Music, e nomes da MPB como Gilberto Gil e Lulu Santos.

De acordo com a defesa da Natiruts e outros artistas, as prestações de contas das gravadoras “não têm transparência”, sendo “extremamente difíceis de auditar”. Os materiais contam com centenas de páginas, em inglês, com referências internas e números específicos. Alegam ainda que não se sabe o valor real bruto arrecadado, nem a cadeia de descontos que os plays de cada música sofrem até chegarem ao artista.

Eles afirmam que os pagamentos caíram exponencialmente após a consolidação dos serviços de streaming, como Spotify e Deezer. E que somente os artistas que contratam auditorias especializadas, que conhecem os números, os contratos e formas de pagamento, conseguem perceber que têm sido lesados e receber de volta os valores.

O Natiruts optou por realizar uma auditoria após notar que poderia ter algo errado com os pagamentos. Gilberto Gil, hoje litigando com a Warner Music por erros em pagamentos e falta de autorização para distribuição de suas músicas em streaming, foi o pioneiro nesses processos.

Vale lembrar que, em 1998, o cantor de “Andar com Fé” já brigava com a gravadora Universal Music pelos direitos referentes aos seus álbuns. Em 2019, a Justiça do Rio de Janeiro deu ao cantor o direito de gerir toda sua obra.

No ano seguinte, o artista baiano fechou um acordo milionário para encerrar o processo. Na ocasião, a ação que questionava o contrato dele com a gravadora, que lançou seus discos nos anos 60 e 70.

A Universal Music usava um contrato assinado nos anos 1970, quando não existia internet, para manter domínio, inclusive no mercado virtual, sobre as músicas do artista, como os clássicos “Aquele abraço” e “Expresso 2222”.

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