Enquanto a capital baiana foca na descarbonização do transporte com frota elétrica e ciclovias, o Governo do Estado apresenta avanços em educação ambiental e anuncia ter superado meta global de proteção de áreas marinhas

Foto: Sérgio Moraes
Dando seguimento às agendas de trabalho na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), a prefeitura de Salvador e o governo do estado da Bahia apresentaram um conjunto de ações ambientais em duas frentes principais: mobilidade urbana e conservação de ecossistemas. As iniciativas demonstram os esforços da região para combater os efeitos das mudanças climáticas.
Foco na mobilidade limpa
Em painel sobre cidades resilientes, o secretário de Mobilidade de Salvador (Semob), Pablo Souza, detalhou os investimentos da capital para descarbonizar o transporte público. Segundo o gestor, o sistema BRT já conta com oito ônibus elétricos em operação e a cidade construiu o maior eletroterminal em área pública do país.
Além disso, a prefeitura prepara uma operação de crédito com o Banco Mundial para adquirir mais 100 ônibus totalmente elétricos. Outra medida é a renovação da frota com 700 veículos modelo Euro VI, que emitem menos poluentes, previstos para rodar até junho de 2026.
Souza também destacou o incentivo à mobilidade ativa, com o plano de expandir a rede cicloviária da cidade para 700 km até 2034.
Educação ambiental e liderança na proteção marinha
Representantes da Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema) apresentaram projetos com foco social e na biodiversidade marinha. O superintendente Luiz Araújo introduziu o Programa Agente Jovem Ambiental (AJA), que, em sua fase inicial, beneficiará mil estudantes da rede pública da Baía de Todos-os-Santos com bolsas de incentivo para promoverem a educação ambiental em suas comunidades.
O destaque, no entanto, foi o avanço da Bahia na conservação de seus ecossistemas costeiros. Tiago Porto, diretor de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema, anunciou que o estado já superou a meta global firmada por diversos países, que prevê a proteção de 30% das áreas marinhas até 2030.
“Enquanto a meta mundial é de 30% até 2030, a Bahia já alcançou 43,2% de sua área marinha incluída em unidades de conservação”, afirmou Porto. Ele explicou que o estado abriga cerca de 60% dos recifes de corais raros do Brasil e 7% dos manguezais do país, o que torna essas políticas de proteção ainda mais estratégicas.
Entre as ações em andamento para fortalecer a gestão dessas áreas, foram citados o Plano de Conservação dos Corais, um programa para enfrentar espécies invasoras e a Caravana de Defesa das Espécies Marinhas Protegidas.



Importante e necessária a iniciativa governamental. A sustentabilidade, a transição energética e redução de poluentes, bem como a preservação ambiental se faz urgente. Como servidora municipal sinto falta de ações educativas de conscientização da população por parte da gestão pública.