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Bahia pela Paz: Programa estadual alcança 20 mil jovens e foca na inserção acadêmica da periferia

Com 12 unidades em operação, iniciativa da SJDH utiliza acolhimento psicossocial e acesso tecnológico para reduzir violência letal e promover cidadania no Subúrbio e interior

Foto: Matheus Landim /GOVBA

O programa Bahia pela Paz, pilar estratégico do Governo do Estado para a prevenção da violência entre jovens de 12 a 29 anos, atingiu a marca de 20 mil atendimentos através de suas bases territoriais. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), foca na juventude preta e periférica, oferecendo suporte que vai além da segurança pública convencional, integrando assistência psicológica, inclusão digital e fomento cultural.

Um exemplo da eficácia do modelo é a trajetória de Ítalo Andrade, morador da Nova Constituinte, aprovado em Letras na UFBA após utilizar a estrutura do coletivo em Paripe. “O Bahia Pela Paz enxerga a juventude preta e da periferia, provando que a gente tem o direito não só de sonhar, mas de ocupar os bancos de uma universidade federal com a cabeça erguida”, concluiu Ítalo.

Para a psicóloga Elilma Lopes, o projeto é sobre escutar os jovens e representa grande diferença na carreira profissional, criar novas possibilidades de existir nas áreas periféricas. “O Coletivo tem uma importância muito grande para o meu trabalho, porque não se trata apenas de fazer psicoterapia nos modelos tradicionais, mas também de compreender a demanda da pessoa que nos procura em situação de vulnerabilidade”

Os coletivos são coordenados pela SJDH e integram o Programa Bahia pela Paz, plano estratégico do Governo do Estado para prevenção e redução da violência letal, voltado a adolescentes e jovens de 12 a 29 anos, além de suas famílias. O programa parte de uma perspectiva ampliada de segurança pública, que integra ações sociais, promoção da cidadania, garantia de direitos e atuação qualificada das forças policiais.

“Os Coletivos são equipamentos públicos onde os jovens têm a possibilidade de acessar as políticas públicas de inclusão que o Governo do Estado  e os municípios desenvolvem. Ao longo desse período de funcionamento a gente já tem mais de 20 mil jovens atendidos em diferentes áreas” , pontuou o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas.

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