
Salvador passou a contar, nesta terça-feira (2), com a primeira Casa da Igualdade Racial da Bahia. O equipamento foi inaugurado no Pelourinho e tem como objetivo oferecer acolhimento, orientação jurídica, apoio psicossocial e acesso a políticas públicas para vítimas de racismo e para a população negra.
A unidade é resultado de uma parceria entre o Ministério da Igualdade Racial e o Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A iniciativa integra uma estratégia nacional de enfrentamento ao racismo e promoção de direitos.
Durante a inauguração, autoridades destacaram a importância do novo espaço para fortalecer a rede de proteção à população negra em um estado onde a maioria dos habitantes se autodeclara negra. A cerimônia contou com a presença do vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, da ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, e da secretária estadual Ângela Guimarães.
O equipamento funcionará de segunda a sexta-feira como um centro de referência multidisciplinar. Além do acolhimento a vítimas de discriminação racial, o local oferecerá orientação jurídica, atendimento psicossocial, capacitação profissional, oficinas de empreendedorismo negro e acesso ao programa de crédito CrediAfro. Também haverá articulação com o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) para encaminhamento a serviços de saúde, educação e assistência social.
De acordo com o Ministério da Igualdade Racial, a Casa da Igualdade Racial faz parte de uma política pública criada pelo Decreto nº 12.514/2025, que prevê a implantação de espaços permanentes de enfrentamento ao racismo, promoção de direitos e fortalecimento da população negra em diferentes regiões do país. A unidade de Salvador é a primeira da Bahia e uma das primeiras em funcionamento no Brasil.
Além dos atendimentos, o espaço também poderá ser utilizado por movimentos sociais, coletivos e organizações comprometidas com a promoção da igualdade racial. A expectativa do governo é que a iniciativa contribua para ampliar o acesso a direitos, fortalecer ações de reparação histórica e consolidar políticas públicas voltadas ao enfrentamento do racismo estrutural.


