
A Bahia ocupa a quarta posição nacional em número de estudantes matriculados em escolas de tempo integral, segundo dados do Censo Escolar 2025 divulgados na quinta-feira (26) pelo Ministério da Educação (MEC). De acordo com o levantamento, o estado registrou 140 mil matrículas na modalidade em 2025, o que corresponde a 34% do total de alunos da rede estadual, percentual superior à média nacional, que é de 26%.
No ranking nacional, a Bahia aparece atrás apenas de São Paulo, Ceará e Pernambuco. O crescimento é atribuído à ampliação da política de educação integral e aos investimentos em infraestrutura escolar realizados nos últimos anos.
Atualmente, o estado conta com mais de 690 escolas de tempo integral, sendo 101 unidades entregues a partir de 2023. No período, os investimentos superaram R$ 9,7 bilhões, destinados à expansão da rede física, reorganização curricular e fortalecimento da jornada ampliada.
Em 2026, a política segue em expansão. Segundo a Secretaria da Educação do Estado (SEC), a rede estadual já contabiliza cerca de 175 mil estudantes matriculados no Ensino Médio em tempo integral, consolidando o crescimento da modalidade em todo o território baiano.
Para a secretária estadual da Educação, Rowenna Brito, o avanço é resultado direto dos investimentos realizados pelo governo estadual. Ela destaca que a ampliação do tempo integral está no centro da política educacional, garantindo aos estudantes acesso a uma formação que inclui atividades científicas, culturais, esportivas e cidadãs.
O estudo do MEC também aponta que, entre 2024 e 2025, houve crescimento de 73% no número de matrículas em tempo integral na rede estadual baiana. Em 2024, eram cerca de 81 mil alunos na modalidade; no ano seguinte, o número ultrapassou 140 mil.
A consolidação da educação integral no estado é sustentada por programas específicos. O Educa Mais Bahia, por exemplo, organiza oficinas de artes, esportes, música e reforço da aprendizagem articuladas ao currículo regular. Em 2025, o programa atendeu 266.931 estudantes.
De acordo com a SEC, o modelo adota turno único, integrando aulas, oficinas e atividades culturais e esportivas em uma proposta pedagógica unificada, com foco no desenvolvimento integral do estudante.
Além da ampliação da jornada escolar, o estado mantém programas de apoio financeiro para garantir a permanência dos estudantes na escola. O Bolsa Presença beneficiou 442.327 alunos, com investimento de R$ 582,9 milhões, assegurando auxílio mensal por família. O programa Mais Estudo concedeu bolsas a 36.793 monitores.
Já o programa federal Pé-de-Meia alcança 403 mil estudantes na Bahia, com investimento de R$ 752 milhões em incentivos mensais e bônus por conclusão.
Segundo a SEC, o Ensino Médio em tempo integral integra a estratégia de fortalecimento da aprendizagem e também funciona como mecanismo de proteção social, ao ampliar o tempo de permanência na escola e garantir acesso à alimentação escolar e atividades formativas diversificadas.


