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Bahia deve registrar 4,4 mil novos casos de câncer de mama em 2026, estima INCA

Estimativa do INCA aponta 1.340 novos casos em Salvador; Outubro Rosa reforça importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico

Foto: Getty Images/Reprodução

A Bahia deve registrar cerca de 4.480 novos casos de câncer de mama em 2026, sendo 1.340 somente em Salvador. Os dados são das novas estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e reforçam, durante o Outubro Rosa, a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico.

Em todo o Brasil, são esperados 78.610 novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028. O câncer de mama permanece como o tumor mais incidente entre as mulheres quando são excluídos os cânceres de pele não melanoma.

O cenário também chama atenção pelos números de mortalidade. Segundo o boletim epidemiológico mais recente do INCA, divulgado em 29 de setembro, 20.849 mulheres morreram em decorrência do câncer de mama no Brasil em 2024. No Nordeste, a idade mediana das mulheres no momento do diagnóstico é de 57 anos.

Diagnóstico antes dos sintomas

A campanha “Sempre é tempo de recomeçar”, promovida pela Rede Mater Dei durante o Outubro Rosa, busca reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A orientação adotada pela instituição é que mulheres façam mamografia anualmente a partir dos 40 anos. Para aquelas com histórico familiar da doença, a recomendação é de avaliação mais precoce e acompanhamento com mastologista.

O mastologista Ezio Novais, diretor médico do Hospital Mater Dei Salvador, destaca que o rastreamento pode identificar alterações antes que elas sejam percebidas pela própria paciente.

“A mulher não deve esperar sentir algo diferente na mama para procurar atendimento. Muitas lesões em estágio inicial não provocam sintomas. É justamente aí que o acompanhamento e os exames periódicos assumem um papel decisivo.”

Oncologista clínico Daniel Argolo e mastologista Carolina Argolo | Foto: Divulgação

A mastologista Carolina Argolo ressalta que a avaliação deve considerar as características individuais de cada mulher. Segundo ela, além da idade, fatores como histórico familiar podem indicar a necessidade de iniciar o acompanhamento antes.

“Idade é importante, mas não é o único fator que avaliamos. Histórico familiar e características próprias de cada mulher podem indicar a necessidade de começar o acompanhamento mais cedo. Por isso, a consulta com o mastologista também faz parte da prevenção.”

Tratamento individualizado

A campanha também é voltada para mulheres que já receberam o diagnóstico. A proposta da Rede Mater Dei é integrar diferentes áreas, como ginecologia, mastologia, diagnóstico por imagem e oncologia, ao longo das etapas de acompanhamento e tratamento.

Para o oncologista clínico Daniel Argolo, os avanços no tratamento permitem considerar características específicas do tumor e da paciente na definição da estratégia terapêutica.

“Hoje avaliamos não apenas o tamanho ou o estágio da doença, mas as características biológicas do tumor e da própria paciente. Isso permite individualizar o tratamento e definir estratégias capazes de oferecer melhores resultados e qualidade de vida.”

Além das orientações sobre prevenção e diagnóstico, a campanha prevê vídeos com especialistas e pacientes, palestras e rodas de conversa. A iniciativa também pretende estimular o apoio entre mulheres para a realização dos exames e a manutenção do acompanhamento médico.

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