Segundo o governo, foram destinados 12% da receita total para investimentos, a Bahia obteve o maior índice do país entre os estados no primeiro quadrimestre
O estado da Bahia alcançou o número de R$ 3,8 bilhões em investimentos públicos no primeiro semestre de 2023, segundo levantamento da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-BA).
O número é atestado ainda por indicadores nacionais produzidos pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), vinculada ao Ministério da Fazenda.
Segundo o governo, foram destinados 12% da receita total para investimentos. A Bahia obteve o maior índice do país entre os estados no primeiro quadrimestre, de acordo com análise comparativa incluída no Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO).
Considerando os valores brutos desembolsados, o Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), também gerenciado pelo Tesouro Nacional, demonstra por sua vez que no mesmo período a Bahia mantém o segundo lugar em investimentos entre os estados, atrás apenas de São Paulo.
Os sistemas e relatórios da STN tomam por base os dados fornecidos pelas administrações estaduais.
Infraestrutura e área social
O resultado do governo baiano até agora já supera o investimento médio anual do Governo do Estado nos últimos exercícios, que ficou em torno de R$ 3,4 bilhões, segundo os dados da Sefaz-BA.
O levantamento da Fazenda estadual aponta que as áreas de infraestrutura e social constituem as maiores prioridades para os investimentos da atual gestão.
Do total registrado, R$ 1,8 bilhão destinaram-se a ações das secretarias de Infraestrutura, Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura Hídrica e Saneamento. Já as áreas sociais (Educação, Saúde e Segurança Pública) somam R$ 1,6 bilhão investidos.
Os investimentos contemplam, entre outros itens, ampliação do número de companhias de polícia e de bombeiros, expansão da rede de escolas de tempo integral, implantação de novas unidades de saúde, a exemplo das policlínicas, e ainda mobilidade, estradas, infraestrutura hídrica e obras para convivência com a seca, entre outros tópicos.
Equilíbrio fiscal
“A preservação do ritmo de investimentos é fruto do equilíbrio fiscal que segue como uma das principais características da gestão pública na Bahia há muitos anos”, afirma o secretário da Fazenda, Manoel Vitório, lembrando que o governo baiano não enfrentou, por exemplo, as dificuldades vividas por vários estados do país em passado recente para conseguirem cumprir seus compromissos.
Vitório ressalta que o equilíbrio das contas está no cerne da Agenda Bahia de Gestão, plano estratégico sob a liderança do governador Jerônimo Rodrigues que une ações de qualidade do gasto, modernização do fisco, combate à sonegação e estímulo ao desenvolvimento, articulando investimentos públicos e privados.
Ainda segundo Vitório, o Governo do Estado, neste sentido, atua para manter as contas em dia, de forma a assegurar os recursos necessários tanto a investimentos quanto à operacionalização da máquina pública, acrescenta o secretário.
No caso dos investimentos públicos, explica, a ordem do governador é que, em paralelo à sua execução, o Estado também enfatize o aprimoramento da gestão da infraestrutura já implantada.



