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Anvisa cria grupos de trabalho para reforçar segurança no uso de canetas emagrecedoras

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu, nesta quinta-feira (16), portarias que instituem dois grupos de trabalho com o objetivo de ampliar o monitoramento e garantir o uso seguro das chamadas “canetas emagrecedoras” no Brasil. A iniciativa ocorre em meio ao aumento da popularidade desses medicamentos e das preocupações relacionadas ao uso inadequado.

Formalizado pela Portaria 488/2026, o primeiro grupo de trabalho terá duração de 45 dias e será formado por representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO) com a finalidade de analisar evidências científicas, dados de uso e informações de farmacovigilância sobre os medicamentos, além de avaliar aspectos regulatórios, sanitários e de uso racional, identificar possíveis falhas na comunicação de risco a profissionais de saúde e propor estratégias e materiais orientativos.

Já o grupo instituído pela portaria 489/2026 terá duração de 90 dias com reuniões quinzenais, participação de um titular e um suplente de cada diretoria da Anvisa. O GT vai acompanhar e avaliar a implementação de um plano de ação proposto pela Anvisa e subsidiar a tomada de decisão da diretoria colegiada a partir da proposição de medidas de aprimoramento, além do monitoramento e a avaliação dos resultados e indicadores, a proposição de recomendações e medidas de aprimoramento e a elaboração de subsídios técnicos.

As chamadas canetas emagrecedoras são medicamentos injetáveis, originalmente indicados para o tratamento de diabetes tipo 2 e, em alguns casos, obesidade. No entanto, o uso fora das indicações médicas tem se tornado frequente, o que acende alertas entre especialistas e autoridades sanitárias.

A Anvisa tem registrado aumento nas notificações de eventos adversos relacionados a esses medicamentos, incluindo casos de pancreatite aguda. Além disso, a agência já adotou outras medidas nos últimos anos, como a proibição da venda de produtos sem registro e o reforço na exigência de prescrição médica, justamente para conter o uso indiscriminado e proteger a população.

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