A maior varejista do Brasil entrou em recuperação judicial, com uma dívida de R$ 20 bilhões
Após descobrir fraude em suas contas, a Americanas fechou 48 lojas entre junho do ano passado e maio deste ano, sendo que a maior parte delas, 38, teve atividades encerradas neste ano. As informações são do Relatório mensal de atividades divulgados pelo Escritório de Advocacia Zveiter e Preserva Ação, que assessora judicialmente a empresa no processo de recuperação judicial.
Em janeiro, a maior varejista do Brasil entrou em recuperação judicial, com uma dívida de R$ 20 bilhões e uma inconsistência contábil divulgada posteriormente como uma fraude de igual proporção.
A Americanas era conhecida no mercado por ampliar ao máximo o tempo de pagamento aos seus fornecedores, por um período duas ou até três vezes maior que a média praticada pelo setor. A varejista costumava pagar aos seus fornecedores, em média, em até 97 dias, tendo alcançado 122 dias em dezembro do ano passado.
Depois que a fraude na Americanas veio a público em janeiro, esse prazo caiu de 124 dias para dez em fevereiro. Em maio, ficou em quatro dias. Esse quadro reflete a pressão das fornecedoras, que passaram a exigir pagamento antecipado para realizar as entregas dos produtos.
Com informações do jornal O Globo.



