Com Luedji Luna e Josyara, Trio da Cultura transformou o circuito em palco de arte popular; desfile homenageou Preta Gil e a jornalista Wanda Chase

Foto: Divulgação
A noite de sábado (14) no Circuito Dodô (Barra-Ondina) foi de reverência à identidade cultural da Bahia. Comandando o Trio da Cultura, Margareth Menezes transformou a orla em um grande palco para celebrar os 25 anos do Afropopbrasileiro, conceito estético e político que marca sua trajetória.
Mais do que um show, o desfile foi um encontro de potências. Margareth recebeu no trio Luedji Luna e Josyara, duas das vozes mais expressivas da nova geração, criando uma ponte musical entre o legado e o futuro da música negra baiana.
Encontros no Asfalto
O público foi ao delírio com duetos que misturaram clássicos como “Dandalunda”, “Toté” e “Elegibô” com sucessos contemporâneos como “Banho de Folha” e “Margarida Perfumada”.
“O repertório costurou a força rítmica que é marca de Margareth com a assinatura autoral dessas novas artistas. Foi uma noite mágica”, descreveu a produção.
Emoção e Homenagens
O desfile também abriu espaço para a saudade e o reconhecimento. Ao passar pelo Camarote Expresso 2222, Margareth prestou uma homenagem a Preta Gil, ecoando o tema do espaço: “Pra Sempre, Preta”.
Outro momento de forte emoção foi a lembrança da jornalista Wanda Chase, falecida no ano passado. Ao lado do jornalista Osmar Marrom, Margareth exaltou o legado de Wanda, referência fundamental na cobertura do Carnaval e na valorização da cultura negra no estado.
Cortejo Multicultural
Fiel ao nome “Trio da Cultura”, o desfile foi visualmente impactante. Mais de 400 profissionais participaram do cortejo, que incluiu alas de capoeira, circo, Caretas de Acupe, Bumba-meu-boi e Maracatu. Um verdadeiro mosaico de manifestações populares que provou, mais uma vez, que o Carnaval é palco de diversidade e resistência.


