Investimento previsto é de 15 milhões de reais
Na última quinta-feira (1), foi firmada a parceria da Prefeitura de Salvador com a Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira (Amafro) para compra de acervo e execução das obras pendentes do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab).
Com a iniciativa, o museu torna-se um dos maiores centros da cultura afro-diaspórica da América. A assinatura do termo de parceria aconteceu no Palácio Thomé de Souza e contou com a presença do prefeito Bruno Reis, o secretário municipal de Cultura e Turismo, Pedro Tourinho, a diretora do Muncab, Cintia Maria, e a gestora administrativa do museu, Jamile Coelho.
“A gente poderá ter em Salvador um museu que retrate a história afro. Um museu da negritude, onde a gente resgate a nossa história e possa potencializar a influência da cultura africana na formação do nosso povo. Salvador vai ter um dos melhores museus do mundo da cultura afro”, disse Bruno Reis.
Cintia Maria e Jamile Coelho assumiram no ano passado a gestão do Muncab, que fica localizado em dois prédios no Centro Histórico, onde funcionaram o antigo Tesouro do Estado da Bahia e o serviço de assistência pública da cidade. Para elas, a parceria é uma celebração.
“Pensar esse espaço cultural, dinâmico, vivo, conectado com o que tem de mais moderno na cultura afro-diaspórica, com esse viés contemporâneo, é um ganho para a cidade”, pontuou Cintia.
“É de fundamental importância em Salvador, a cidade mais negra fora do continente africano, a gente estar fazendo essa parceria para poder entregar ao público esse espaço de memória, mas também de difusão e produção da cultura afro-brasileira”, completa Jamile.
De acordo com o titular da Secult, ainda esse ano teremos já parte da obra entregue com novo acervo. “A capital afro tem que ter o melhor museu afro do Brasil. É um museu que vai concentrar não só artistas tradicionais, como também jovens artistas negros do Brasil e estrangeiros”, afirmou.



