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Portal UMBU

Animação brasileira sobre jovem africano que inventa a fotografia no século XIX estreia em dezembro

“Amadeo e o Hipotético Mundo Novo” chega aos cinemas no dia 3 de dezembro, com elenco de vozes que reúne Antônio Fagundes, Naruna Costa, Paolla Oliveira e Mateus Solano

Um jovem africano que inventa a câmera fotográfica antes dos europeus e utiliza sua criação para contribuir com a luta pela libertação de pessoas escravizadas é o protagonista de “Amadeo e o Hipotético Mundo Novo”, longa-metragem brasileiro de animação que estreia nos cinemas em 3 de dezembro. Dirigido e roteirizado por Brenda Lígia e Edu Felistoque, o filme mistura aventura, humor, romance e crítica histórica para imaginar outros caminhos para o Brasil escravocrata do século XIX.

A produção divulgou um novo cartaz e o trailer oficial antes do lançamento nacional. A animação conta com um elenco de vozes formado por nomes como Antônio Fagundes, Naruna Costa, Paolla Oliveira, Mateus Solano, Sérgio Menezes, Edmilson Filho, Léa Garcia e Tiago Abravanel. Também participam Adriana Lessa, Igor Cotrim, Dexter, Jéssica Miranda, Douglas Monteiro, Luiz Carlos de Moraes e Raul Miguel Pinheiro.

Na trama, Amadeo é um jovem africano sensível e genial que desenvolve uma câmera fotográfica em um período no qual a escravidão ainda estruturava a sociedade brasileira. A invenção se torna uma ferramenta para divulgar a necessidade da libertação de pessoas escravizadas. Ao mesmo tempo, ele vive uma paixão proibida por Linda, jovem idealista interessada em ciência e arte e filha de um poderoso barão.

A narrativa parte de uma situação hipotética para questionar a história contada sobre o país e colocar personagens e perspectivas historicamente silenciados no centro da história. “Participar de Amadeo e o Hipotético Mundo Novo é fazer parte de uma obra que nos convida a questionar a história que nos contaram e imaginar outras possibilidades para o nosso país. O filme fala de reparação, memória e representatividade”, afirma Brenda Lígia.

Assista o trailer:

Animação 2D e crítica histórica

Produzido pela Felistoque Cinema, o longa utiliza animação tradicional em 2D e, segundo a produção, não recorre à inteligência artificial. A direção de arte e de animação é assinada por Everton Amorim, artista pernambucano que vive em Caruaru. A trilha sonora original é de Guilherme Picolo.

A atriz Naruna Costa dá voz à personagem Linda, descrita como uma jovem inconformada e interessada em transformar a realidade. Para a atriz, a personagem representa uma perspectiva de mudança construída a partir do pensamento negro. “É a primeira vez que não faço uma personagem negra. Achei muito inteligente da parte da Brenda trazer essa voz que tem essa perspectiva de revolução a partir de um pensamento negro de fato”, comenta.

Antônio Fagundes também integra o elenco e destacou a experiência de trabalhar com dublagem em uma animação. “Eu adoro usar minha voz, ainda mais em uma animação, é muito mais divertido, porque você pode brincar com a voz, brincar com as expressões”, afirmou.

Trajetória em festivais

Antes da estreia comercial, “Amadeo e o Hipotético Mundo Novo” percorreu festivais no Brasil e no exterior. A primeira exibição mundial aconteceu na mostra competitiva do 28º Festival Internacional de Cinema de Xangai, na China, em junho de 2026.

O filme também integrou a programação do Festival de Brasília, do Festival do Rio 2026 e da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, além da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis e do Festival de Cinema de Tóquio, no fim de outubro.

Durante o Festival do Rio, em outubro, a produção realizou uma sessão especial ao ar livre voltada para crianças e famílias. O ator Mateus Solano, que participa do filme, acompanhou a exibição com os filhos e elogiou a experiência.

O longa é produzido pela Felistoque Cinema, em coprodução com Sol de Barros Filmes, Refúgio Onírico, Sagui Studio, Assum Filmes, Martinelli Filmes, Guarnicê Produções e Dream Box. A distribuição nacional é da Downtown Filmes. O projeto tem patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal e realização por meio da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

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