Primeira unidade do Centro Cultural Banco do Brasil no Nordeste será inaugurada em 21 de novembro, com mostra dedicada ao bloco afro e abertura de mil metros quadrados de área expositiva e de convivência

Salvador ganhará, em 21 de novembro, a sede física do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), instalada no histórico Palácio da Aclamação, no Campo Grande. A abertura será marcada pela exposição “Nação Ilê”, dedicada à trajetória e à influência artístico-cultural do Ilê Aiyê, primeiro bloco afro do Brasil. A inauguração ocorre durante a programação da Semana da Consciência Negra.
O anúncio foi feito pelo Governo da Bahia e pelo Banco do Brasil anunciaram, nesta segunda-feira (19), em cerimônia no Museu de Arte da Bahia (MAB), com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, da presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e da ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Nesta primeira etapa, o público terá acesso a mil metros quadrados de área expositiva e de convivência. A mostra “Nação Ilê” ocupará 800 metros quadrados, distribuídos entre o anexo histórico do palácio, que passa por requalificação para funcionar como galeria, e um pavilhão temporário de exposições.
A implantação do equipamento cultural será realizada por etapas. O projeto completo prevê uma área de 10 mil metros quadrados, com mais de 2 mil metros quadrados destinados a exposições, além de teatro, cinema, sala multiuso, espaços de convivência, restaurante, café e loja.
A abertura da sede física marca uma nova fase da atuação do CCBB na capital baiana. Desde o anúncio do projeto, em 2024, a instituição já promoveu mais de 20 iniciativas culturais em Salvador, entre exposições, artes cênicas, música, cinema e ações educativas. Segundo o Banco do Brasil, as atividades alcançaram mais de 600 mil pessoas, em parceria com 18 equipamentos culturais da cidade.
“Durante as celebrações do mês da Consciência Negra, com uma homenagem ao Ilê Aiyê, iniciamos uma nova etapa do processo de instalação. Agora o CCBB passa a ocupar sua sede, conectando esse espaço com a vida da cidade, contribuindo com a valorização da cultura local e promovendo um diálogo com a cultura nacional e internacional”, afirma Júlio Paranaguá, gerente-geral do CCBB Salvador.
Restauro do Palácio da Aclamação
A instalação do centro cultural também envolve intervenções para recuperar e adaptar o imóvel histórico. Uma das mudanças já realizadas é a substituição da rede aérea de energia, telefonia e internet da fachada por uma estrutura subterrânea, medida que reduz a poluição visual e permite valorizar os detalhes arquitetônicos do edifício.
O anexo histórico e o pavilhão temporário integram a primeira etapa das obras, prevista para ser concluída com a abertura ao público em 21 de novembro. Já o restauro do prédio principal tem conclusão estimada para 2028. Um novo anexo contemporâneo também está previsto no projeto, com entrega estimada para 2031.
O Palácio da Aclamação, antigo endereço residencial oficial dos governadores da Bahia, passa, assim, a abrigar um equipamento voltado à circulação de produções artísticas e à realização de atividades culturais. A expectativa é que o espaço fortaleça o circuito cultural do centro de Salvador e amplie o acesso do público a diferentes linguagens artísticas.
Primeiro CCBB do Nordeste
Salvador será a quinta cidade brasileira a receber uma unidade física do Centro Cultural Banco do Brasil, que já mantém espaços no Rio de Janeiro, em Brasília, São Paulo e Belo Horizonte. A unidade baiana será a primeira da região Nordeste.
O projeto foi anunciado em 2024, por meio de uma parceria entre o Banco do Brasil e o Governo da Bahia, proprietário do Palácio da Aclamação. A instituição tem como proposta ampliar o acesso à cultura brasileira e internacional, valorizar a diversidade artística e contribuir para a formação de público.
Antes da abertura da sede, o CCBB já vinha realizando atividades em espaços culturais da capital. Entre as iniciativas está a exposição “Atlântico Sertão”, atualmente em cartaz no Museu de Arte da Bahia (MAB), com visitação prevista até 29 de janeiro de 2027.
A inauguração em novembro, com uma exposição dedicada ao Ilê Aiyê, aproxima a chegada da instituição de um dos marcos da cultura afro-brasileira na Bahia e reforça a presença da produção negra na programação cultural da cidade.



