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Portal UMBU

Rodoviários de Salvador discutem realocação de cobradores após fim do pagamento em dinheiro

Propostas incluem criação da função de agente de bordo e aproveitamento de profissionais habilitados para atuar como motoristas

Imagem ilustrativa | Foto: Lucas Moura/Secom PMS

O Sindicato dos Rodoviários Urbanos de Salvador discutiu, nesta quinta-feira (15), estratégias para garantir a manutenção dos empregos dos cobradores diante da retirada gradual do pagamento em dinheiro nos ônibus da capital baiana. Entre as propostas estão a realocação dos trabalhadores para outras funções, a criação do cargo de agente de bordo e o aproveitamento de profissionais habilitados para atuar como motoristas.

Em entrevista ao portal A TARDE, o presidente do sindicato, Fábio Primo, afirmou que a intenção é buscar alternativas para que os cobradores não percam seus postos de trabalho com a mudança no sistema de pagamento. As propostas foram debatidas durante assembleia da categoria, realizada em dois turnos na sede da entidade, no bairro de Brotas.

Entre as alternativas apresentadas está a criação da função de agente de bordo, com atividades que podem ir além da cobrança de tarifas. Outra possibilidade é direcionar cobradores que possuem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria D para a função de motorista. O sindicato também avalia a criação de outras ocupações dentro do sistema de transporte de Salvador.

A Prefeitura de Salvador determinou a substituição progressiva do pagamento em espécie por meios eletrônicos nos ônibus. A primeira etapa prevê testes de pagamento por QR Code no sistema BRT a partir de sábado (17). A ampliação para outras linhas dependerá da avaliação da tecnologia e de definições posteriores da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob).

A medida não significa que todos os ônibus deixarão de aceitar dinheiro imediatamente. A retirada será feita por etapas, com comunicação prévia aos passageiros sobre as linhas afetadas. A proposta da gestão municipal é ampliar as opções de pagamento e reduzir os riscos associados à circulação de dinheiro nos veículos.

A mudança, no entanto, gerou preocupação entre os rodoviários quanto ao futuro dos cobradores. Em declaração anterior, Fábio Primo afirmou que mais de 3 mil postos de trabalho ligados à função podem ser afetados e defendeu que os impactos da medida sejam discutidos com a categoria.

O sindicato busca negociar alternativas com a Prefeitura e as empresas concessionárias para garantir o aproveitamento desses profissionais. A definição das funções e das condições de realocação ainda depende das discussões entre as partes.

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