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Professor baiano é finalista do Prêmio Jabuti com livro sobre racismo e diversidade na infância

Manuel Alves de Sousa Junior disputa a categoria Educação com obra que aborda como conversar com crianças sobre relações raciais e diferenças

Foto: Divulgação

O pesquisador e professor baiano Manuel Alves de Sousa Junior está entre os cinco finalistas da categoria Educação do 68º Prêmio Jabuti, uma das principais premiações literárias do Brasil. Ele concorre com o livro “Como conversar com crianças sobre racismo e diversidade”, publicado pela Editora Schreiben. Os vencedores serão anunciados no dia 27 de outubro, durante cerimônia na Sala São Paulo, na capital paulista.

Doutor em Educação pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Manuel é historiador e professor do Instituto Federal da Bahia (IFBA), no campus de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Autor e organizador de 32 livros, dos quais 23 são dedicados à temática racial, ele também coordena a Especialização em História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena da instituição.

Ao comentar a indicação, o pesquisador celebrou o reconhecimento nacional e agradeceu às pessoas que contribuíram para sua trajetória.

“Estar entre os finalistas do maior prêmio da literatura nacional é uma alegria inenarrável! Estar nesse lugar é o sonho de todo escritor, algo por vezes distante, mas estou aqui ainda sem acreditar. Obrigado a todos e todas que contribuíram para a minha jornada. Essa vitória tem o ‘dedo’ de muita gente”, afirmou.

Livro aborda relações raciais desde a infância

Em “Como conversar com crianças sobre racismo e diversidade”, Manuel discute a importância de abordar diferenças, identidade e relações raciais desde os primeiros anos de vida. A obra propõe reflexões sobre como estabelecer diálogos com crianças a respeito desses temas, considerando suas experiências e subjetividades.

O livro se relaciona com a trajetória acadêmica do autor, marcada por pesquisas e iniciativas voltadas à educação e ao enfrentamento do racismo. Além da atuação no IFBA, Manuel integra o Grupo de Pesquisa Identidade e Diferença na Educação, vinculado à UNISC.

O pesquisador também é colunista do Soteroprosa e administra o perfil @debateracialpolitico, no qual participa de discussões sobre relações raciais e política.

Reconhecimento nacional

Criado em 1958 pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Prêmio Jabuti reconhece obras e profissionais de diferentes áreas da produção editorial brasileira. A presença entre os finalistas amplia a visibilidade do trabalho de Manuel e de uma publicação dedicada à discussão do racismo e da diversidade no campo educacional.

A indicação ocorre em um ano de outras conquistas para o pesquisador. Em janeiro de 2026, ele foi eleito para a Academia de Cultura da Bahia. Mais recentemente, passou a integrar a Academia de Cultura e Artes de Ipitanga, em Lauro de Freitas.

Neste ano, Manuel também participou da Bienal do Livro Bahia e da Bienal do Livro de São Paulo.

A escolha dos vencedores do 68º Prêmio Jabuti será anunciada em 27 de outubro, na Sala São Paulo. Até lá, o livro concorre com outras quatro obras finalistas na categoria Educação.

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