Cantora feirense se apresenta no dia 18 de outubro, quatro anos após levar seu primeiro disco ao festival em Salvador

Quatro anos depois de apresentar seu primeiro disco no Festival Sangue Novo, Rachel Reis retorna ao evento em Salvador com uma trajetória marcada pela expansão nacional de sua música e pela afirmação de suas raízes baianas. A cantora de Feira de Santana se apresenta no dia 18 de outubro, no Trapiche Barnabé, com a “Divina Tour”, baseada no álbum “Divina Casca”.
Conhecida também como “Sereiona”, Rachel ganhou projeção nacional com músicas como “Maresia”, que ultrapassa 36 milhões de reproduções no Spotify, e “Bateu”, parceria com os Gilsons que soma mais de 25 milhões de streams na plataforma. A cantora também acumula duas indicações ao Grammy Latino pelos álbuns “Meu Esquema” e “Divina Casca”.
A expansão da carreira também ampliou o alcance de sua música entre meninas negras que encontram na artista uma referência dentro da indústria musical. Para Rachel, essa relação com o público faz parte do significado de seu trabalho.
“Pra mim é uma troca muito bonita. Meu trabalho mostra para as meninas negras que é possível, assim como tem sido possível pra mim, e a minha música carrega isso também. E elas me devolvem tudo em acolhimento e carinho. A mensagem que eu deixo é simples: confie no seu instinto”, afirma.
Bahia como ponto de partida
Mesmo com a circulação por diferentes regiões e públicos, a Bahia continua no centro da identidade musical da cantora. Seu trabalho combina referências do axé, afrobeats, reggae e pop eletrônico, enquanto mantém elementos da cultura e da musicalidade baiana.
Rachel define essa relação como uma combinação entre suas raízes e a abertura para diferentes influências musicais.
“Eu sou regional, assim como sou cosmopolita. Meu trabalho é de raiz e de antena. Eu mantenho minhas raízes visíveis independentemente do que eu esteja cantando e do que o momento pede. Isso é inerente a mim e acontece de forma completamente natural: sou só eu sendo eu, musicalmente, desde 2020 quando me lancei no autoral.”
Para a cantora, a formação em Feira de Santana e a vivência na Bahia também são elementos que ajudam a construir sua maneira de criar.
“Minha música parte da Bahia e circula entre universos musicais diferentes, porque sou muito atenta a tudo ao meu redor, e é isso que traz frescor pro meu trabalho. Sou a cantora que sou muito porque vim de um lugar extremamente musical e cheio de camadas. Tudo isso vai na bagagem na hora de construir minha música”, completa.
Retorno ao Sangue Novo
A apresentação no Festival Sangue Novo marca uma nova etapa em relação à participação anterior da artista no evento. Segundo Rachel, o show da “Divina Tour” chega com uma artista mais madura e com maior experiência de palco.
“Sinto que agora, com o show da Divina Tour, a Sereiona tá mais realizada e pronta. Mais confortável, mais madura e mais mulher também. Foram anos de estrada, anos na construção desse novo disco que é tão querido pelo meu público, então eu espero que as pessoas recebam o show do ‘Divina Casca’ com a mesma euforia e carinho que receberam ‘Meu Esquema’, eles são irmãos!”, afirma.
A 8ª edição do Festival Sangue Novo será realizada nos dias 17 e 18 de outubro, no Trapiche Barnabé. A programação reúne artistas de diferentes regiões e inclui Céu, Juliana Linhares, Bia Soull, Getúlio Abelha, Zé Ibarra, Guigga Maraká, Zaynara, DJ Nate Mônaco, DJ Ubunto, Brega a Dois, Totô de Babalong e DJ Rick Nogueira, além de Rachel Reis.
Serviço
Festival Sangue Novo VIII
Quando: 17 e 18 de outubro de 2026
Local: Trapiche Barnabé, Av. Jequitaia, 5, Comércio, Salvador
Ingressos: disponíveis pela Sympla


