Ato entre Ondina e Barra reuniu lideranças políticas e apoiadores; presidente defendeu inclusão social, soberania nacional e voto na chapa petista na Bahia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta terça-feira (29), de uma caminhada de campanha entre Ondina e o Farol da Barra, em Salvador, na reta final antes do primeiro turno das Eleições 2026. O ato reuniu apoiadores, movimentos populares e integrantes da base política do presidente, além do governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), dos candidatos ao Senado Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) e de outras lideranças.
Segundo informações divulgadas pelo PT e pela organização do evento, cerca de 200 mil pessoas participaram da mobilização. O número marca o ato como o maior evento de campanha de Lula em 2026 até o momento. A agenda em Salvador substituiu o ato que havia sido planejado inicialmente para Feira de Santana.
Durante o ato, Lula retomou temas que têm marcado sua campanha, como inclusão social, redução das desigualdades, desenvolvimento econômico e soberania nacional. Em manifestações recentes, o presidente tem associado o conceito de soberania à autonomia do Brasil para definir seus caminhos econômicos e políticos, além da capacidade de transformar recursos naturais em desenvolvimento, empregos e inovação.
Em Salvador, o presidente também reforçou a defesa do voto na chapa petista na Bahia e criticou a possibilidade de eleitores que votarão nele para a Presidência, votarem, ao mesmo tempo, em ACM Neto (União Brasil) para o governo estadual. Lula afirmou que não existe uma “dobradinha” entre os dois e pediu apoio à candidatura de Jerônimo Rodrigues.
A participação de Jerônimo no ato ocorreu no mesmo dia em que o governador deixou de comparecer ao debate entre candidatos ao governo da Bahia promovido pela TV Bahia. Segundo o próprio governador, a decisão foi tomada para priorizar a agenda com Lula.
Inclusão e soberania
Em seu discurso, Lula voltou a apresentar a eleição como uma disputa entre diferentes projetos para o país e associou seu programa político à ampliação de políticas sociais e à defesa da soberania brasileira.
A temática também havia sido destacada pelo presidente em outras agendas da reta final da campanha. Em publicação do PT, Lula define soberania como a capacidade de o país ter liberdade e autonomia para decidir seus rumos sem interferência estrangeira, relacionando o conceito à geração de empregos, educação, saúde, desenvolvimento tecnológico e aproveitamento das riquezas nacionais.
A defesa da inclusão social também esteve presente na mobilização. Em discursos de campanha, o presidente tem associado o desenvolvimento econômico à ampliação do acesso da população a emprego, renda, educação, saúde e outros direitos sociais.


