Em sabatina, senador também citou agregação de valor aos minerais críticos e votação da PEC da Segurança Pública entre os temas que considera fundamentais

O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou nesta segunda-feira (21), durante sabatina à Piatã FM, que a preservação da democracia brasileira seria sua principal prioridade no Senado Federal caso seja reeleito. O parlamentar também apontou a defesa das riquezas nacionais e a votação da PEC da Segurança Pública como temas que considera fundamentais para um eventual novo mandato.
Ao falar sobre democracia, Wagner citou os atos de 8 de janeiro de 2023 e defendeu a manutenção da atenção sobre ameaças às instituições. “Ainda tem muita gente que tem na cabeça a tentativa de voltar à ditadura e, na minha opinião, ditadura nunca mais. A democracia é a liberdade da imprensa, da nossa política e da população de escolher seus representantes”, afirmou.
A declaração ocorre em um contexto no qual o senador tem participado de debates no Congresso sobre temas relacionados à soberania nacional. Em junho deste ano, Wagner participou de audiência da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) sobre a regulação dos minerais críticos no Brasil e seus impactos geopolíticos.
Outro ponto destacado pelo senador foi a necessidade de ampliar o processamento de minerais críticos e estratégicos dentro do Brasil, em vez de concentrar a atividade na exportação de matérias-primas.
“Temos que cuidar para o Brasil não ser só exportador de matéria prima. A gente já exporta muito alimento, por exemplo. Para mim, interessa pegar esses minerais raros, nobres, e a gente processar aqui dentro, que aí vamos conseguir valorizá-los”, disse.
A preocupação com a agregação de valor à produção mineral ganhou novos instrumentos neste mês. Em 16 de setembro, foi sancionada a Lei nº 15.506/2026, que instituiu a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A legislação prevê medidas para estimular pesquisa, beneficiamento e transformação mineral no país, além de criar o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos.
Wagner comparou a situação dos minerais ao histórico da cadeia produtiva do cacau na Bahia, tema que acompanhou durante os oito anos em que governou o estado.
“A situação é parecida com a do cacau daqui. Quando eu cheguei ao governo, praticamente não tinha nenhuma empresa de chocolate baiano. Eu dizia aos produtores: ‘Vocês vão ficar exportando amêndoa para comprar o chocolate mais caro depois?’ Hoje, temos mais de 100 marcas”, afirmou.
A terceira prioridade mencionada pelo senador foi a aprovação da PEC da Segurança Pública. Segundo Wagner, a proposta deve ser votada com rapidez e é necessária para ampliar a articulação entre as diferentes forças de segurança.
Na avaliação apresentada pelo parlamentar durante a sabatina, a mudança permitiria uma atuação integrada entre o governo federal, as polícias Federal e estaduais e forças internacionais no combate às organizações criminosas.
“Passaremos a ter uma atuação articulada entre o governo federal e as polícias federal, estaduais e até internacionais. É assim que iremos combater os esquemas de facções, que, hoje, são multinacionais do crime”, declarou.
As três áreas citadas por Wagner, democracia, soberania e política mineral e segurança pública, integram temas que vêm sendo discutidos pelo senador em sua atuação no Congresso. No caso dos minerais críticos, por exemplo, ele apresentou requerimento para ampliar o debate sobre a regulação do setor no Senado.


