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Dolly Parton, ícone da música country e voz da clássica “Jolene”, morre aos 80 anos

Crédito: Michael Ochs Archives/Getty; Art Streiber; People

A cantora e compositora americana Dolly Parton, uma das maiores representantes da música country, morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A morte foi comunicada pela família da artista. A causa não havia sido divulgada até a publicação desta matéria.

Nascida em 19 de janeiro de 1946, em uma família pobre do Tennessee, Dolly Rebecca Parton construiu uma trajetória que ultrapassou as fronteiras do country. Ao longo de mais de seis décadas, atuou como cantora, compositora, atriz, empresária e filantropa, tornando-se uma das personalidades mais reconhecidas da cultura dos Estados Unidos.

Entre os maiores sucessos de sua carreira estão “Jolene”, “9 to 5” e “I Will Always Love You”, composição de Parton que ganhou projeção mundial especialmente após a versão gravada por Whitney Houston para o filme “O Guarda-Costas”, em 1992. A cantora também escreveu mais de 3 mil músicas ao longo da carreira.

A morte foi anunciada pelo sobrinho de Dolly, Bryan Seaver, em um vídeo publicado no Instagram. Responsável pela segurança da cantora por mais de duas décadas, ele contou que o anúncio havia sido uma tarefa confiada a ele pela própria artista anos antes. “É uma mistura de honra com absoluto orgulho e grande tristeza. Mas a tristeza fica conosco, não com Dolly”, afirmou. Seaver também destacou o impacto da cantora sobre sua família e sobre gerações de artistas, destacando que Dolly “abriu portas para gerações de cantores, compositores, músicos e sonhadores de todas as partes do mundo”.

Poucos dias antes da morte, em 21 de agosto, Dolly havia falado publicamente sobre sua saúde e reconhecido que enfrentava problemas desde o período posterior à morte do marido, Carl Dean, em março de 2025. Na ocasião, porém, afirmou que continuava trabalhando e tinha projetos que desejava realizar. “Embora eu ainda esteja me recuperando, continuo trabalhando!”, disse a cantora. Ela também criticou a proporção alcançada por rumores sobre seu estado de saúde nas redes sociais e brincou ao se definir como a “Rainha da IA das Redes Sociais”.

Dolly começou a cantar ainda criança e chegou a Nashville aos 18 anos. Em 1967, passou a integrar o programa televisivo do cantor Porter Wagoner, parceria que ajudou a impulsionar sua carreira. No mesmo período, lançou o primeiro álbum, “Hello, I’m Dolly”.

A partir dos anos 1970, Parton consolidou-se como artista solo e compositora. “Jolene”, lançada em 1973, tornou-se uma de suas músicas mais conhecidas e atravessou gerações, recebendo versões de artistas de diferentes estilos.

Sua carreira também avançou para o cinema. Dolly estrelou filmes como “Como Eliminar seu Chefe (9 to 5)” em 1980, “A Melhor Casa Suspeita do Texas” (The Best Little Whorehouse in Texas) em 1982 e “Flores de Aço” (Steel Magnolias) em 1989. A atuação ampliou ainda mais sua popularidade para além da música country.

A artista recebeu 11 prêmios Grammy, incluindo um Grammy pelo conjunto da obra, e foi incluída tanto no Country Music Hall of Fame quanto no Rock & Roll Hall of Fame, reconhecimento que reforçou sua influência para além de um único gênero musical.

Na área social, um dos principais projetos criados pela artista foi a Imagination Library, iniciativa voltada à promoção da leitura infantil. O programa distribuiu milhões de livros gratuitamente para crianças e se expandiu para diferentes países. Parton também destinou recursos para pesquisas médicas. Durante a pandemia de Covid-19, doou US$ 1 milhão para pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de vacinas.

Dolly Parton vinha enfrentando problemas de saúde e havia cancelado uma residência que faria em Las Vegas. Poucos dias antes da morte, a artista havia falado publicamente sobre seu estado de saúde e afirmado que ainda estava se recuperando, mas mantinha planos de continuar trabalhando.

Mesmo com as limitações recentes, ela continuava envolvida em projetos artísticos. Entre eles estava o musical autobiográfico “Dolly: A True Original Musical”, previsto para chegar à Broadway ainda em 2026.

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