
A Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) orientou empresas de todo o país a facilitarem o acesso dos trabalhadores à vacinação contra o sarampo e a promoverem campanhas de conscientização sobre a doença. A recomendação foi divulgada após o registro de novos casos da enfermidade em São Paulo e reforça a importância da imunização para evitar surtos nos ambientes de trabalho e nas comunidades.
Segundo a entidade, as empresas devem estimular os funcionários a conferirem a situação vacinal e buscar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) caso não possuam comprovante de vacinação ou tenham dúvidas sobre o esquema vacinal. A ANAMT também recomenda que as campanhas educativas sejam baseadas em evidências científicas para combater a desinformação.
O alerta ocorre em meio ao aumento de casos da doença. Em 2026, o Brasil já confirmou 19 registros de sarampo, sendo 16 deles no estado de São Paulo. Apesar de o país ter recuperado, em 2024, a certificação de eliminação da circulação endêmica do vírus, concedida pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), casos importados e surtos localizados continuam representando um risco, especialmente em locais com baixa cobertura vacinal.
A associação também chamou a atenção para o papel dos médicos do trabalho. Durante exames admissionais, periódicos, de retorno ao trabalho e demissionais, esses profissionais devem orientar os trabalhadores sobre a importância da vacinação, com atenção especial aos profissionais da saúde e outros grupos mais expostos ao vírus.
Quem deve se vacinar
A principal forma de prevenção contra o sarampo é a vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O Programa Nacional de Imunizações recomenda duas doses para pessoas de 1 a 29 anos que não tenham comprovação vacinal. Já adultos de 30 a 59 anos sem histórico de vacinação devem receber uma dose. No caso dos trabalhadores da saúde, a orientação é comprovar duas doses da vacina, independentemente da idade, devido ao maior risco de exposição ao vírus.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de gotículas eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. A manutenção de altas coberturas vacinais é considerada fundamental para evitar a reintrodução da circulação sustentada do vírus no país.


