Ativista e fundadora do ID_BR participa de painel no MAM para discutir o papel das manifestações culturais no enfrentamento ao racismo estrutural e na valorização das identidades afro-brasileiras

A escritora, empreendedora e ativista Luana Génot participa, na próxima sexta-feira (7), às 9h, de um dos principais debates da programação do 8º Rede Capoeira – Heróis Populares, realizado no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), em Salvador. Com o tema “Cultura Popular como Ferramenta de Enfrentamento ao Racismo Estrutural e Afirmação Identitária”, o painel propõe uma reflexão sobre como manifestações culturais podem fortalecer as identidades afro-brasileiras, preservar memórias e contribuir para a transformação social.
Fundadora e CEO do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), Luana integra a programação do evento, que reúne mestres da cultura popular, pesquisadores, artistas e educadores entre os dias 6 e 8 de agosto para discutir ancestralidade, educação, memória e valorização dos saberes tradicionais.
Durante o encontro, mediado pelo jornalista James Martins, a ativista defenderá uma visão ampliada da cultura popular, destacando seu potencial não apenas como patrimônio simbólico, mas também como instrumento de educação, desenvolvimento econômico e promoção da equidade racial.
Segundo Luana Génot, a Bahia representa um dos maiores exemplos da força transformadora das expressões culturais afro-brasileiras.
“A Bahia é um exemplo vivo dessa potência. A capoeira, os blocos afro, o samba, os terreiros e tantas outras expressões culturais mostram como a cultura fortalece a autoestima, preserva memórias, movimenta a economia e cria oportunidades. O Rede Capoeira vai além da valorização cultural: ele fortalece uma tecnologia social criada pela população negra para resistir, educar e construir comunidade. Ao conectar mestres, escolas, jovens e comunidades, preserva esse patrimônio e amplia seu impacto social, garantindo que novas gerações conheçam sua história, valorizem suas raízes e transformem esse legado em futuro”, afirma.
A palestra também apresentará iniciativas desenvolvidas pelo Instituto Identidades do Brasil, entre elas o Prêmio Sim à Igualdade Racial, criado para reconhecer pessoas, organizações e projetos voltados à promoção da equidade racial. A Bahia é apontada por Luana como um dos principais territórios de inspiração para essa iniciativa.
Com entrada gratuita, o 8º Rede Capoeira oferece uma programação diversificada entre os dias 6 e 8 de agosto. Além dos painéis temáticos, o evento contará com rodas de capoeira, aulas para crianças, apresentações culturais, lançamento da websérie Heróis e Heroínas Populares: A cultura de um povo, exibições audiovisuais e uma Feira de Economia Criativa.
Na sexta-feira (7), além do debate com Luana Génot, a programação inclui uma roda de capoeira com Mestre Nenel e Mestra Nalvinha, um painel sobre capoeira na infância como prática educativa, exibição da websérie, uma mesa sobre o legado de Luiz Gama, aula de capoeira infantil, roda comandada pelo Mestre João Grande e uma vivência de samba de roda com Rita da Barquinha.
Já no sábado (8), o público poderá acompanhar novas rodas de capoeira, oficinas, uma conversa com Mestre João Grande e familiares, vivência de maculelê com Valmir do Maculelê e a roda de encerramento do evento.
Referência na promoção da equidade racial
Reconhecida como uma das principais lideranças brasileiras na promoção da equidade racial, Luana Génot fundou o Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), organização que atua na articulação entre os setores público e privado para ampliar oportunidades e fortalecer políticas de inclusão.
Ao longo da última década, o instituto impactou mais de 700 mil profissionais, 60 mil educadores e cerca de 14 milhões de pessoas por ano por meio de campanhas e projetos voltados à equidade racial. Luana também integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Presidência da República, é Jovem Líder Global do Fórum Econômico Mundial e recebeu, em 2022, o Prêmio de Direitos Humanos da Folha de S.Paulo.
Recentemente, lançou a plataforma de inteligência artificial Deb, desenvolvida para apoiar organizações na construção de ambientes mais inclusivos e estimular o diálogo sobre questões raciais.


