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SUS amplia atendimento para pessoas com compulsão por apostas e prevê até 100 mil teleconsultas por mês

Imagem ilustrativa | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) está ampliando o atendimento a pessoas com compulsão por jogos de apostas on-line, as chamadas bets. A expectativa do Ministério da Saúde é chegar a até 100 mil teleatendimentos mensais, expandindo um serviço gratuito de saúde mental lançado neste ano para acolher jogadores compulsivos, familiares e pessoas da rede de apoio.

O serviço é realizado por meio de teleconsultas e integra a Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas. Inicialmente, eram previstos cerca de 600 atendimentos por mês, mas a alta procura levou o governo federal a estruturar uma ampliação da capacidade de atendimento ainda em 2026.

De acordo com o Ministério da Saúde, a expansão contará com investimentos de aproximadamente R$ 70 milhões e será coordenada pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), responsável pela contratação de empresas especializadas para reforçar a assistência gratuita.

As consultas são realizadas por videochamada, têm duração média de 45 minutos e fazem parte de um plano estruturado de cuidado, que pode incluir até 13 sessões por paciente. O acompanhamento pode ser individual ou envolver familiares e outras pessoas da rede de apoio.

O atendimento é conduzido por uma equipe multiprofissional formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio de médicos psiquiatras quando necessário, além da articulação com a assistência social e a atenção básica do SUS para garantir continuidade ao tratamento.

O acesso ao serviço é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital. Após fazer login com a conta Gov.br, o usuário deve acessar a área de miniaplicativos e selecionar a opção destinada a problemas relacionados aos jogos de apostas.

Em seguida, é disponibilizado um autoteste validado por especialistas. Caso o resultado indique risco moderado ou elevado de compulsão, o encaminhamento para o teleatendimento ocorre automaticamente. Nos casos de menor risco, o sistema orienta a busca por atendimento presencial na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que inclui Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Segundo o Ministério da Saúde, o serviço foi criado para ampliar o acesso ao tratamento, já que muitas pessoas com compulsão por apostas evitam procurar ajuda presencial por vergonha, medo de julgamento ou dificuldade em reconhecer o problema. Após os primeiros meses de funcionamento, mais de 6,9 mil usuários já haviam se cadastrado na plataforma, o que motivou a ampliação da iniciativa.

Além do teleatendimento, o governo federal também está investindo na capacitação de profissionais de saúde, na realização de uma pesquisa nacional sobre os impactos das apostas na saúde da população e em ações de prevenção voltadas aos transtornos relacionados aos jogos eletrônicos.

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