
O dramaturgo e novelista Benedito Ruy Barbosa morreu na manhã desta terça-feira (7), aos 95 anos, em São Paulo. Um dos maiores autores da história da teledramaturgia brasileira, ele estava internado no Hospital do Coração (HCor), onde tratava um quadro de insuficiência renal crônica diagnosticado há cerca de três anos. A informação foi confirmada pela unidade hospitalar.
Em nota, o HCor informou que o escritor morreu em decorrência de complicações da doença. O hospital também destacou que Benedito apresentava um histórico de reinternações provocadas por infecções recorrentes no trato urinário.
Nascido em 17 de abril de 1931, na cidade de Gália, no interior de São Paulo, Benedito Ruy Barbosa construiu uma carreira que atravessou mais de cinco décadas e marcou profundamente a televisão brasileira. Reconhecido por retratar o universo rural, os conflitos pela terra, as tradições do interior e a imigração europeia no Brasil, tornou-se autor de algumas das novelas de maior sucesso da história do país.
Entre suas obras mais emblemáticas estão “Pantanal”, “Renascer”, “O Rei do Gado”, “Terra Nostra”, “Cabocla” e “Sinhá Moça”. Muitas dessas produções se tornaram clássicos da televisão e ganharam novas versões anos depois, reafirmando a força de suas histórias junto a diferentes gerações de telespectadores.
A carreira de Benedito começou na extinta TV Tupi, mas foi na TV Globo que consolidou seu nome como um dos principais autores de novelas do país. Em 1990, no entanto, foi na extinta TV Manchete que escreveu “Pantanal“, obra que revolucionou a dramaturgia brasileira ao valorizar a natureza como protagonista e alcançar enorme sucesso de audiência. Três anos depois, retornou à Globo para escrever “Renascer“, iniciando uma sequência de produções que ajudaram a redefinir o horário nobre da emissora.
Seu estilo narrativo ficou conhecido pelas chamadas “novelas-saga”, que acompanhavam famílias ao longo de gerações, abordando temas como disputas por terra, transformações sociais, religiosidade popular, preservação ambiental e identidade cultural brasileira.
O legado do escritor também permaneceu vivo nos últimos anos por meio dos remakes de “Pantanal”, exibido em 2022, e “Renascer”, em 2024, ambos adaptados por seu neto, Bruno Luperi. .


