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Cabo Verde ganhou a Copa

Foto: Reprodução/FIFA

O desempenho da seleção de futebol de Cabo Verde na Copa do Mundo encheu os brasileiros de orgulho, tanto ou mais que os cabo-verdianos.

A histórica e memorável campanha de Cabo Verde na Copa do Mundo representou o maior feito esportivo do país, até o momento. A equipe que esteve pela primeira no maior evento do futebol mundial, uniu não só as 10 ilhas que compõe o país, como também sua diáspora, fortalecendo a identidade nacional e o reconhecimento internacional, para além das quatro linhas.

Uma equipe modesta do ponto de vista dos milhões que são investidos no futebol mundial atualmente, mas cheia de brio, garra e qualidade dentro do campo. Talvez por isso mesmo, tenha sido recebida na Cidade de Praia (capital do país), com uma festa histórica que lotou o Aeroporto Nelson Mandela, exatamente no dia da sua independência do colonialismo português.

Não é por acaso que o seu goleiro “Vozinha”, um veterano de 40 anos de idade transformou-se no grande ídolo do país e inspiração para a juventude, assim como para o futebol mundial.

Afinal, ver uma pequena nação africana competir de igual para igual com seleções ricas e poderosas como Espanha, Portugal e Argentina, deixou claro que os atletas cabo-verdianos, com força e determinação, podem alcançar o mais alto nível. E isso, é fundamental para aumentar o interesse pelo esporte no país.

E aqui vale uma lembrança importante: nem mesmo o mais otimista dos torcedores africanos apostariam que nove das suas dez seleções de futebol estariam classificadas para a segunda etapa do torneio. E classificadas, não por um azar da sorte, mas pela competência e qualidade, dos seus jogadores e técnicos.

Apenas a Tunísia não conseguiu ultrapassar a fase de grupos.

Marrocos, Egito, Argélia, Senegal, Costa do Marfim, Gana, República Democrática do Congo, África do Sul e Cabo Verde transformaram sonhos em realidade e são as grandes novidades dessa Copa.

No Brasil, a torcida órfã de uma seleção que a represente com dignidade, cantou, torceu e vibrou em cada jogo da seleção caboverdiana como se fosse a seleção brasileira. Aliás, o que faltou em nossa seleção (amor a camisa verde amarela), sobrou na seleção de Cabo Verde. Ali estava uma nação de chuteiras, disputando cada lance como se fosse uma batalha e não jogadores preocupados em aumentar sua conta bancária por via das “Bets” (apostas).

Apesar da derrota para a Argentina com sinais visíveis de tendenciosidade da arbitragem (a FIFA tem se esmerado em provar isso, vide a anulação da expulsão do jogador norte-americano, a pedido do seu Presidente). Cabo Verde não foi derrotada, mas sim consagrada. O belíssimo gol do jovem Sdny Cabral vai ficar nos corações e mentes dos amantes do futebol por muito tempo.

Foi um golaço!

Um gol que coroou o brilhante desempenho da seleção ao longo da Copa. Um gol que mostrou ao mundo que não basta ser poderoso economicamente, ser arrogante futebolisticamente (como foi a Argentina), para se jogar um grande futebol. Basta ter qualidade e raça e isso Cabo Verde teve.

Enfim, a campanha de estreia de Cabo Verde na Copa de 2026 e o grande sucesso obtido na competição, representou muito mais do que vitórias em campo. Foi uma maneira de unir o país, reaproximar a sua diáspora e ampliar o seu reconhecimento internacional, propiciando assim maiores oportunidade para o seu desenvolvimento esportivo e também econômico. Viva Cabo Verde

Toca a zabumba que a terra é nossa!

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