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Com lesão confirmada, Paquetá desfalca Seleção por tempo indeterminado

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A preocupação da Seleção Brasileira após a vitória por 2 a 1 sobre o Japão, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, foi confirmada nesta terça-feira (30). O meio-campista Lucas Paquetá teve diagnosticada uma lesão muscular na região posterior da coxa esquerda e está fora dos próximos compromissos da equipe comandada por Carlo Ancelotti. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que o jogador não tem previsão de retorno aos gramados.

Paquetá sentiu dores ainda durante o primeiro tempo da partida contra os japoneses. Após permanecer em campo por alguns minutos, o meia deixou o gramado mancando no intervalo, amparado por companheiros, e foi substituído. Os exames realizados nesta terça confirmaram a lesão muscular na parte posterior da coxa esquerda.

Segundo especialistas, a lesão na musculatura posterior da coxa, grupo formado pelos chamados isquiotibiais, é uma das mais frequentes no futebol. Ela costuma ocorrer durante movimentos de alta intensidade, como arrancadas, mudanças bruscas de direção, acelerações e chutes, situações comuns em partidas e treinamentos.

O problema pode variar desde um estiramento leve, caracterizado pelo alongamento excessivo das fibras musculares, até uma ruptura parcial ou completa do músculo. Entre os principais sintomas estão dor súbita, dificuldade para caminhar ou correr, perda de força e, em alguns casos, hematomas na região afetada. O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames de imagem, como ultrassonografia ou ressonância magnética.

O tratamento depende da gravidade da lesão. Nos primeiros dias, a recomendação costuma incluir repouso, aplicação de gelo, compressão e elevação do membro, além do uso de medicamentos para controle da dor quando necessário. Em seguida, o atleta inicia um programa de fisioterapia voltado para recuperar a força, a flexibilidade e a função muscular. Casos mais graves podem exigir semanas ou até meses de recuperação antes do retorno às atividades esportivas.

As lesões nos músculos posteriores da coxa também apresentam alto risco de recorrência quando o retorno ao esporte acontece antes da recuperação completa. Por isso, a liberação costuma ser baseada não apenas na ausência de dor, mas também na recuperação da força muscular e da capacidade funcional do atleta. A CBF ainda não informou se convocará um substituto para o jogador.

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