
Desde que entrou em funcionamento, em abril deste ano, a plataforma MEC Livros já contabilizou 468 mil empréstimos gratuitos de obras literárias, o equivalente a uma média de 3,4 mil títulos acessados diariamente pelos usuários. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), responsável pela iniciativa que busca ampliar o acesso à leitura por meio de uma biblioteca digital gratuita.
De acordo com o balanço mais recente, mais de 107 mil livros foram lidos quase integralmente, com pelo menos 90% do conteúdo acessado pelos leitores. Somadas, as horas de leitura registradas na plataforma chegam a 269 mil, o equivalente a aproximadamente 30 anos de leitura ininterrupta. A biblioteca reúne atualmente 862 mil usuários cadastrados em todo o país, dos quais 44% já realizaram pelo menos um empréstimo.
O acervo do MEC Livros conta com mais de 25 mil títulos nacionais e internacionais, disponíveis gratuitamente para leitura em computadores, tablets e smartphones. No total, cerca de 13 mil obras diferentes já foram emprestadas e ao menos folheadas pelos usuários desde a criação da plataforma.
Entre os livros mais procurados pelos leitores, o destaque é “A Cabeça do Santo”, da escritora cearense Socorro Acioli. Na sequência aparecem clássicos e sucessos contemporâneos da literatura mundial, como “Crime e Castigo” e “Noites Brancas”, do russo Fiódor Dostoiévski, além de “A Vegetariana” e “Sem Despedidas”, da sul-coreana Han Kang, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura.
Para acessar o serviço, basta entrar na plataforma ou no aplicativo do MEC Livros utilizando uma conta Gov.br. Após o login, os usuários podem navegar por categorias como “Em Alta”, “Best-Sellers” e “Autores Clássicos Brasileiros”, além de realizar empréstimos digitais das obras disponíveis.
Lançado pelo governo federal com o objetivo de democratizar o acesso à literatura e incentivar o hábito da leitura, o MEC Livros reúne títulos de diferentes gêneros e períodos, permitindo que leitores de todo o país tenham acesso gratuito a obras que, muitas vezes, estariam fora do alcance em bibliotecas físicas ou no mercado editorial.



