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Nunes Marques suspende divulgação de pesquisa AtlasIntel após ação de Flávio Bolsonaro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral da AtlasIntel que apontava queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão atende a um pedido apresentado pela campanha do parlamentar e abriu um novo debate sobre os limites da atuação da Justiça Eleitoral em relação aos levantamentos de opinião durante o período pré-eleitoral. A decisão liminar será levada a referendo em sessão do TSE nesta terça-feira (9).

A pesquisa questionada havia sido divulgada em maio e indicava uma redução de seis pontos percentuais no desempenho de Flávio Bolsonaro em cenários da disputa presidencial de 2026. O levantamento mostrava avanço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e foi amplamente repercutido no cenário político nacional.

A ação movida pelo PL e pela pré-campanha do senador argumenta que a metodologia utilizada pela AtlasIntel teria influenciado os resultados ao apresentar aos entrevistados informações relacionadas ao chamado caso Vorcaro antes da coleta de opiniões sobre os candidatos. Segundo a defesa, a estratégia poderia induzir respostas negativas e comprometer a imparcialidade da pesquisa. A AtlasIntel ainda pode apresentar defesa no processo.

Quando o pedido foi protocolado, ainda não havia sido formada a comissão de propaganda do TSE, colegiado que normalmente analisa questões envolvendo campanhas eleitorais. Por essa razão, o caso ficou sob responsabilidade direta de Nunes Marques, que assumiu recentemente a presidência da Corte.

A decisão do ministro gerou reações nos bastidores políticos. Integrantes da campanha do presidente Lula manifestaram preocupação com o entendimento adotado pelo magistrado e avaliaram que a medida pode abrir um precedente para questionamentos futuros contra pesquisas eleitorais que apresentem resultados desfavoráveis a candidatos. Segundo interlocutores petistas, há receio de que decisões semelhantes possam ampliar a judicialização do processo eleitoral antes mesmo do início oficial da campanha.

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