Instituído em 2001, o PNTN consolidou o Teste do Pezinho como estratégia fundamental para o diagnóstico precoce e a redução de sequelas irreversíveis em recém-nascidos

Foto: Freepick
O Brasil completa, neste mês de junho, 25 anos da criação do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). Instituído pelo Ministério da Saúde em 2001, o programa estabeleceu uma das políticas públicas mais robustas para a saúde na primeira infância, centrada no diagnóstico precoce de doenças genéticas, endócrinas e congênitas. Além do Teste do Pezinho, a triagem engloba os testes da Orelhinha, do Olhinho e do Coraçãozinho, todos realizados nos primeiros dias de vida.
O Teste do Pezinho consiste na coleta de gotas de sangue do calcanhar do recém-nascido para identificar condições que não apresentam sintomas imediatos ao nascimento. “O Programa Nacional de Triagem Neonatal representa uma das mais importantes políticas públicas voltadas à saúde infantil. Seu grande diferencial é permitir a identificação precoce de doenças que muitas vezes não apresentam qualquer sinal ao nascimento, possibilitando intervenções antes que ocorram danos irreversíveis”, explica a pediatra e professora do curso de Medicina da Afya Vitória da Conquista, Maianna Viana.
Atualmente, o rol de doenças rastreadas pelo programa inclui fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, doença falciforme, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. A detecção antecipada é o fator determinante para evitar sequelas neurológicas, prejuízos ao crescimento e a mortalidade infantil.
A recomendação médica é que a coleta ocorra em um intervalo específico para garantir a eficácia. “O teste do pezinho deve ser realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê. A coleta dentro desse período é fundamental para garantir maior precisão dos resultados e permitir que o tratamento seja iniciado o mais cedo possível quando necessário”, orienta Viana. Caso o rastreamento aponte alterações, a criança é encaminhada para exames confirmatórios e suporte especializado.
Nos últimos anos, o PNTN tem passado por processos de ampliação do número de patologias rastreadas, incluindo doenças raras em diversas regiões do país. Para Maianna Viana, o investimento na área é estratégico. “Investir na triagem neonatal é investir no futuro. A ampliação do acesso e do número de doenças rastreadas reforça o compromisso da sociedade com a prevenção, o cuidado e a garantia de melhores perspectivas de vida para milhares de crianças”, conclui.



