Cinco estabelecimentos foram vistoriados; três pessoas autuadas em flagrante por irregularidades sanitárias; materiais apreendidos incluem queijos, carnes, camarão e laticínios sem procedência

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Uma operação integrada da Prefeitura de Salvador com forças de segurança estaduais resultou na apreensão de mais de três toneladas de produtos impróprios para consumo na Feira de São Joaquim, nesta quinta-feira (21). A ação reuniu Codecon, Vigilância Sanitária, Guarda Civil Municipal, Polícia Civil e Polícia Militar.
Foram vistoriados cinco estabelecimentos, com lavratura de três autos de infração e uma notificação. Três pessoas foram autuadas em flagrante por comercialização de mercadorias em desacordo com normas sanitárias e de proteção ao consumidor.
Entre os itens apreendidos estão 623,5 kg de queijo ralado, 363 kg de camarão, 358 kg de milho verde, 200 kg de peru defumado, 116 kg de queijo, 111 kg de bacon, 102 kg de presunto e 115 kg de manteiga, além de dezenas de outros produtos, como banana chips, leite em pó, achocolatado, creme culinário e frango desfiado. Todos foram destruídos no local pela Vigilância Sanitária.
Os agentes encontraram produtos sem rótulos, itens vencidos, embalagens adulteradas e alimentos armazenados fora das normas regulamentares. Também foi identificada a presença de animais em locais usados para armazenamento de mercadorias destinadas ao consumo humano.
A operação foi motivada por denúncias anônimas sobre venda de queijos clandestinos, sem regularidade fiscal e sanitária. O delegado Felipe Mota, coordenador da ação, afirmou que as informações chegaram pelos órgãos de fiscalização. “Diante disso, montamos essa operação conjunta com órgãos municipais e Polícia Militar para averiguar a situação e verificar se os estabelecimentos realmente estavam cometendo essas irregularidades.”
O diretor da Codecon, Marcelo Carvalho, destacou que alimentos impróprios representam risco grave à saúde pública e que a fiscalização seguirá atuando. As apreensões foram embasadas no artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor, por ausência de especificação adequada dos produtos, adulteração de embalagens e irregularidades sanitárias. Estabelecimentos também foram autuados por não disponibilizarem exemplares do CDC.
Os três autuados foram conduzidos à delegacia e permanecem à disposição da Justiça.



