Dados do IBGE revelam quarto ano consecutivo de expansão e média mensal de R$ 3.367; programas sociais alcançam 11% do contingente em idade laboral

O Brasil encerrou o ano de 2025 com o maior percentual de pessoas com rendimento já registrado na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012 pelo IBGE. Dos 174,7 milhões de brasileiros com mais de 14 anos, 143 milhões (82%) recebem algum tipo de renda. O rendimento médio mensal real de todas as fontes alcançou R$3.367, um crescimento de 5,4% em relação a 2024 e 8,6% superior ao período pré-pandemia (2019).
A composição da renda nacional revela que o trabalho permanece como o principal motor, sendo a fonte de rendimento para 101 milhões de pessoas (58% da população acima de 14 anos). Aposentadorias e pensões respondem por 17% do contingente, com um valor médio de R$2.697. Já os programas sociais das esferas federal, estadual e municipal atendem 11% da população em idade de trabalhar, com um benefício médio de R$870, valor que, embora estável em relação a 2024, acumula uma alta de 71,3% se comparado a 2019.
O rendimento domiciliar per capita também atingiu patamar recorde, fixando-se em R$2.264. Na estrutura desse rendimento, o trabalho compõe 75,1% do total, enquanto as demais fontes dividem os 24,9% restantes entre aposentadorias (16,4%), programas sociais (3,5%), aluguéis (2,1%) e pensões alimentícias ou doações (0,9%). Os dados consolidam a trajetória de recuperação iniciada em 2022, após as perdas severas registradas durante a crise sanitária de 2020 e 2021.



